Seis comunidades recebem certificação durante Festival de Apanhadores(as) de Flores Sempre-Vivas

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Cerimônia de entrega de certidões de reconhecimento formal a seis comunidades

Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário (Seda), e a Comissão para o Desenvolvimento Sustentável de Povos e Comunidades Tradicionais de Minas Gerais realizaram a entrega de certidões de reconhecimento formal a seis comunidades, durante o I Festival de Apanhadores de Flores Sempre-VIvas em Diamantina. As comunidades reconhecidas foram – Comunidade de Macacos, Mata dos Crioulos, Comunidade de Raíz, Vale do Inhaí, Lavras e Pé da Serra.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Agrário, Alexandre Chumbinho, representou o governador Fernando Pimentel durante o  festival e ressaltou o compromisso do Governo de Minas com as comunidades de apanhadores de flores-vivas com a criação do Grupo Executivo Permanente (GEP-Sempre-Vivas), do qual a Seda faz parte, que vai atuar na construção, acompanhamento e monitoramento da execução do plano de conservação dinâmica do sistema tradicional agrícola dos apanhadores de flores sempre-vivas, junto à Codecex, ao município de Diamantina e parceiros.

“O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agrário e outros órgãos tem atuado para dar amplo reconhecimento e valorização a esses povos tradicionais com ações de assistência técnica, doação de Kits Feira Livre e mais recentemente com a criação do Grupo Executivo Permanente Sempre-Vivas. Agora esperamos que a FAO também reconheça a importância desse sistema tradicional,” disse Chumbinho.

Reconhecimento da ONU

Durante o festival também foi apresentado o dossiê da primeira candidatura brasileira para o reconhecimento dos Apanhadores de Flores-Vivas como Sistema Agrícola Patrimonial de Importância Mundial (Sipam), da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO-ONU).

O programa identifica e reconhece sistemas de acentuada relevância sociocultural e agrícola. O Sipam trabalha com a ideia de patrimônios agrícolas desenvolvidos por povos e comunidades tradicionais em diversas partes do mundo. O título de “Sistema Agrícola Tradicional Globalmente Importante”, já foi concedido pela FAO a 51 sítios em 18 países do mundo. Na América Latina só 3 países possuem o reconhecimento, Chile, Peru e México.

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