Novos médicos começam a atender em unidades de saúde de Poços de Caldas

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Após a saída dos nove médicos cubanos de Poços de Caldas (MG), com o fim da parceria de Cuba com o Mais Médicos, a Secretaria Municipal de Saúde trabalha na substituição dos profissionais. Na manhã desta segunda-feira (3), a cidade já contou com pelo menos duas médicas para o atendimento ao público.

Até o momento, cinco dos profissionais que vão preencher as vagas deixadas pelos cubanos já validaram a inscrição na secretaria. A médica Anna Cecília Castro e Abreu, uma das que começou a atuar nesta segunda, veio de Montes Claros, no norte de Minas Gerais.

“Vai ser diferente, vai ser bacana porque eu vou conseguir ter acesso à comunidade, não só em plantões específicos”, conta a médica. Anna se inscreveu no edital do Ministério da Saúde no primeiro dia disponível e foi selecionada. É a primeira vez que vai trabalhar em um posto de saúde e vai atender no bairro Estância São José.

Novos profissionais foram recebidos em unidades de saúde em Poços de Caldas (MG) — Foto: Marcelo Rodrigues/EPTV

A unidade de saúde estava sem um dos médicos desde que a profissional cubana saiu da unidade, na última segunda-feira (26). A outra médica que começou na função foi Ester Telles Rangel, que se formou há um mês em Pouso Alegre (MG).

“É um desafio. A gente está se adaptando, cheguei pra conhecer a unidade. Já apareceu uma paciente, a gente já atende e à tarde tem mais, já tem consultas agendadas pra suprir a falta que os cubanos fizeram”.

A previsão é que os outros profissionais comecem a atender ainda nesta semana.

Médicos na cidade

Com o fim da parceria de Cuba com o Mais Médicos, Poços de Caldas foi a cidade que mais perdeu profissionais no Sul de Minas – ao todo, foram nove. Os profissionais cubanos começaram a deixar as funções no dia 21 de novembro. Desde então, a secretaria alterou a escala de médicos para manter o atendimento à população.

A cidade também teve problemas recentes com a saída de 24 médicos especialistas. Eles deixaram as funções após o Ministério Público apurar que em vez de cumprir a carga horária de trabalho, eles atendiam uma quantidade determinada de pacientes. A prática foi considerada irregular.

O plano da prefeitura é contratar uma empresa terceirizada para oferecer os atendimentos.

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