Azul sem poder realizar voos comerciais há um ano, retira equipamentos e tripulantes do aeroporto em Divinópolis

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Azul retira equipamentos do aeroporto em Divinópolis — Foto: Reprodução/TV Integração

A Azul Linhas Aéreas retirou os equipamentos e tripulantes do Aeroporto Brigadeiro Cabral em Divinópolis, que está há um ano sem receber voos comerciais e segue com a situação indefinida. A empresa confirmou a informação ao G1 nesta quarta-feira (8).

O aeroporto está com os voos comerciais suspensos desde o dia 30 março de 2018, quando a Socicam, empresa que administrava o local, deixou a gerência da área devido a uma dívida de mais de R$ 2,6 milhões, referentes a 18 meses de repasses que ficaram pendentes da administração anterior.

A assessoria de comunicação da Azul reiterou que a companhia deseja voltar a operar na cidade após a regularização do aeródromo. Afirmou, ainda, que, caso isso ocorrer, voltará a operar em um prazo de até 60 dias após a solução dos problemas de infraestrutura.

A reportagem procurou a Prefeitura de Divinópolis para falar sobre a saída da Azul da cidade e aguarda retorno.

O caso

Quando os voos comerciais foram suspensos, a Prefeitura informou que pretendia reajustar o aluguel de hangares do aeroporto para levantar recursos e assim manter os voos comerciais em atividade. Três dias depois, a Azul Linhas Aéreas anunciou que suspenderia os voos comerciais no aeroporto da cidade devido à dívida do município com a Socicam.

Após a suspensão dos voos comerciais na cidade, a gestão do local foi transferida para a Empresa Municipal de Obras Públicas e Serviços (Emop) de maneira provisória. No mesmo mês, a Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e Serviços de Divinópolis (Acid) propôs arcar com as despesas de equipamento para reativar os voos no local.

No início de junho, quando o aeroporto completou três meses sem voos, a Prefeitura informou ao G1 que um processo licitatório para a terceirização da administração do terminal estava em andamento.

No dia 13 de julho, uma empresa interessada em assumir o local realizou um treinamento em um hangar particular do aeroporto.

Em 17 de julho, após reunião na Prefeitura, ficou acordado que a empresa responsável pelo treinamento assumiria a administração do local. Foi comunicado ao empresariado e ao Grupo Gestor que a Controladoria Geral tinha barrado o contrato por ser ilegal a contratação emergencial de empresas em situações aeroportuárias.

Em setembro, o secretário de Desenvolvimento Econômico, José Alonso Dias, afirmou que a nova administração do local seria anunciada antes do final do mês. No dia 8 novembro, o juiz da Vara de Fazendas Públicas de Divinópolis, Núbio Parreiras, concedeu um prazo de 30 dias para a Prefeitura da cidade licitar e contratar a nova administradora do Aeroporto Brigadeiro Cabral.

No dia 21 de novembro, o MG2 exibiu uma reportagem que revelou que representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estiveram no Aeroporto Brigadeiro Cabral em Divinópolis e encontraram quatro inconformidades no local.

Poucos dias depois, em 30 de novembro, o Ministério Público Federal (MPF) em Minas Gerais obteve uma liminar que suspendeu o contrato entre a empresa LG Serviços Aeroportuários Ltda e a Prefeitura de Divinópolis para a exploração do Aeroporto Brigadeiro Cabral.

A ação afirma que o Município e a empresa firmaram um acordo para a administração do local “sem o devido processo licitatório, em clara violação aos mais básicos princípios constitucionais”.

No início de março de 2019, a Prefeitura reajustou o preço público para a utilização de hangares do aeroporto. Pouco tempo depois, José Alonso Dias afirmou ao MG1 que, além da retomada de voos comerciais para Campinas, o Município espera que sejam implantados outros destinos.

Ao final de março, quando o aeroporto completou um mês sem voos, o secretário afirmou que a administração do local deverá ser assumida pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

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