Coronavírus em BH: Comércio vive expectativa de nova flexibilização na capital

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Movimentação na Galeria do Ouvidor, no centro de Belo Horizonte, na última segunda-feira, dia 25

O comércio vai acordar hoje de olho nos índices de velocidade de transmissão da Covid-19 e na taxa de ocupação de leitos, parâmetros que a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) usa para definir se reabre mais lojas ou se fecha as que já foram abertas na última segunda-feira. A expectativa vai esbarrar nos números da doença.

A média diária de casos confirmados na capital nesta semana cresceu 77% em relação à semana passada. De 18 a 22 de maio, foram 162 novos casos – média de 32 por dia. Nos primeiros quatro dias desta semana, foram 230 novas confirmações, o que dá uma média de 57 novos casos por dia, de acordo com dados divulgados nos boletins epidemiológicos disponibilizados no site da prefeitura.

Segundo o infectologista integrante do comitê da PBH, Estevão Urbano, a decisão sobre flexibilizar ainda mais a atividade comercial ou fechar as lojas já abertas é complexa por envolver vários fatores. Na mesa de decisões, pesam, por exemplo, o aumento dos casos nas cidades do interior e a possibilidade de moradores desses locais irem fazer compras na capital. Ele explica que a curva de contágio da Covid-19 na capital ainda não sofreu reflexos dessa primeira semana de flexibilização porque os impactos seriam mais a longo prazo. “Ficamos quatro horas reunidos e saímos de lá 50% pensando em abrir mais lojas e 50% pensando em não”, conta.

Se for autorizada a segunda fase da flexibilização, cerca de 18 mil lojas podem voltar a abrir as portas a partir do dia 1º de junho, reativando, em média, 32 mil empregos. As estimativas são do presidente do Sindicato do Comércio Lojista de Belo Horizonte (Sindilojas-BH), Nadim Donato. Ontem, a equipe da PBH passou a tarde reunida com infectologistas que fazem parte do Comitê de Enfrentamento à Epidemia na capital, para fazer um balanço da primeira semana – desde segunda-feira, cerca de 10 mil lojas da capital abriram as portas. As medidas serão anunciadas hoje, em coletiva marcada para as 14h.

Se for autorizada, a nova fase deve permitir o funcionamento de lojas de roupa, calçados, moda esportiva, informática e outros setores que ficaram de fora da primeira etapa. “Os lojistas que ainda não abriram estão com uma expectativa muito grande, principalmente os do hipercentro. Estamos preocupados com os termômetros que medem se pode abrir ou não e esperamos que ele seja verde ou amarelo, para que possa vir o decreto da prefeitura”, diz Donato. 

Segundo o presidente do Sindilojas-BH, a necessidade de retomada é urgente. “O número de desempregados é muito grande, e os lojistas não estão aguentando. Se voltarmos a abrir de forma gradual, teremos condições de começar a recuperação e, no fim do ano, nossa expectativa é voltar a contratar”, destaca.

Na avaliação do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), Marcelo de Souza e Silva, se tudo transcorrer como na primeira semana, o ambiente é favorável para a reabertura, com segurança, dos setores que ainda não foram liberados.

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