Dólar sobe pelo 7º dia seguido e volta a ser negociado acima de R$ 5,35

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Notas de dólar — Foto: pasja1000/Creative Commons

O dólar opera novamente em alta nesta quinta-feira (18), voltando a superar o patamar de R$ 5,30, após decisão do Copom de reduzir taxa básica de juros de 3% para 2,25%, como o esperado pelos mercados, e de olho no noticiário político local após a prisão Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro.

Às 9h56, a moeda norte-americana subia 1,75%, vendida a R$ 5,3525. Na máxima até o momento, bateu R$ 5,3595. 

Na véspera, o dólar fechou em alta 0,46%, a R$ 5,2607, engatando a sexta alta consecutiva. No mês, o dólar ainda acumula queda, de 1,42%. No ano, a alta é de 31,20%.

Cenário local

No noticiário local, o destaque desta quinta-feira é a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro. O policial aposentado foi detido em um imóvel do advogado do parlamentar e da família Bolsonaro, em Atibaia (SP), em um desdobramento da investigação sobre ‘rachadinhas’ na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

O tema repercute nas mesas de operação e, por ora, parece instigar cautela no mercado, mas sem um estresse exacerbado enquanto os agentes ainda esperam mais informações do caso, principalmente como será a resposta do presidente Jair Bolsonaro.

Na agenda de indicadores, o Banco Central mostrou que o nível de atividade da economia brasileira registrou retração de 9,73% em abril, na comparação com o mês anterior, de acordo com o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma espécie de prévia do PIB (Produto Interno Bruto). Trata-se da maior queda desde 2003.

Na véspera, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) reduziu a taxa básica de juros da economia brasileira de 3% para 2,25% ao ano. Esta foi a oitava redução consecutiva. A decisão foi unânime. O corte renovou o menor patamar histórico para a taxa Selic desde 1999, quando entrou em vigor o regime de metas para a inflação.

O corte de 0,75 ponto percentual na Selic veio dentro do esperado pelo mercado financeiro e a avaliação de economistas ouvidos pelo G1 é de que o BC deixou a porta aberta para um novo corte nos juros à frente, ainda que tenha considerado a última redução “compatível” com os impactos econômicos da pandemia de Covid-19.

Nos últimos meses, o cenário de juros baixos no Brasil tem colaborado para alta da moeda norte-americana, uma vez que reduz os rendimentos de ativos locais atrelados à Selic, afastando o investimento estrangeiro.

Cena externa

No exterior, a cautela permanece, com um pico nos casos de coronavírus na China e em alguns Estados norte-americanos desencadeando receios de uma segunda onda de contágio, fazendo recuar as esperanças de uma rápida recuperação da recessão econômica.

Nos EUA, o número de norte-americanos que solicitaram auxílio-desemprego caiu pela 11ª semana seguida, somando 1,508 milhão. Apesar da recuperação do mercado de trabalho na maior economia do mundo, o número ainda segue várias vezes superior ao da média de pedidos pré-pandemia.

Já os preços do petróleo operam em alta. Por volta das 8h35, o barril de Brent subia 1,15%, a US$ 41,18. Já o petróleo dos Estados Unidos avançava 0,82%, a US$ 38,27 por barril.

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