Coronavírus: Cem covas rasas são abertas em um mês no Cemitério de Juiz de Fora

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Uma média de cinco covas rasas estão sendo disponibilizadas de forma extra caso o número de mortes causadas pela Covid-19 aumente

Quarta cidade de Minas Gerais com maior concentração de moradores infectados com o coronavírus, Juiz de Fora na Zona da Mata abriu mais de cem covas rasas desde o mês passado no Cemitério Municipal Nossa Senhora Aparecida como medida de precaução caso houvesse um aumento alarmante na quantidade de mortes causadas pela doença.

Segundo a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), diariamente cerca de cinco túmulos extras são abertos para garantir suporte às famílias que possam necessitar requerê-los. O espaço de valas é destinado a quem não possui jazigo perpétuo no cemitério e, após três anos, parentes podem retirar os ossos e transferi-los para um ossário – diante do aumento na demanda, estão sendo construídos 60 ossários com este fim.

Uma das preocupações do município que, segundo balanço próprio publicado na sexta-feira (10) concentra 77 óbitos pela doença, é garantir um tratamento humanitário às famílias que precisam despedir-se de seus entes queridos em meio à pandemia.

Frente a este momento atípico, a administração do cemitério preparou gestos afetivos para acalentar os amigos e parentes que necessitam comparecer às cerimônias. Um funcionário da unidade está responsável por tocar uma música e recitar uma oração às famílias que permitirem. Enquanto os cortejos acontecem são distribuídas rosas para que sejam jogadas sobre os caixões.

“O ambiente é muito triste, e buscamos uma forma de levar um pouco de conforto e carinho para as pessoas. É um pequeno gesto, mas que tem confortado muita gente”, detalhou o administrador do cemitério, Renato Dantas, à Prefeitura de Juiz de Fora.

Apesar de permitir que velórios e sepultamentos aconteçam sem limites de pessoas em situações onde a causa da morte não é coronavírus, existe um protocolo mais rígido e determinado para a despedida de famílias que perderam entes queridos para a Covid-19.

De acordo com o cemitério, em velórios onde há suspeita ou diagnóstico confirmado de coronavírus, é necessário que a despedida ocorra com duração máxima de duas horas respeitando as recomendações sanitárias como o distanciamento mínimo.

Segundo a unidade, álcool em gel é oferecido para higienização das mãos nas capelas ali existentes e os espaços são limpos com produto específico após cada velório. Trabalhadores responsáveis pelos sepultamentos, entre eles coveiros, estão usando roupas especiais para própria proteção.

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