Deputados batem boca de madrugada por causa de ajuda para empresas de ônibus

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Deputado federal Hildo Rocha acredita que reforma tributária pode ser aprovada na Comissão Especial neste ano

A Câmara Federal foi palco de um “barraco virtual” na noite da última terça-feira (21). Após a votação que aprovou a manutenção do Fundeb, já se passavam das 23h quando outro tema veio à tona: Medida Provisória 938, de 2020, que prevê auxílio de R$ 16 bilhões para Estados e municípios na pandemia. 

Os representantes dos partidos tentavam que a apreciação do texto passasse para o dia seguinte por conta do horário e porque também avaliaram que haviam mudanças feitas pelo relator do texto, Hildo Rocha (MDB-MA), que precisavam de mais atenção por se tratar de benefícios para empresas de ônibus que não haviam sido discutidas. 

O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) então subiu o tom: “Eu só queria saber isto: são 4 bilhões de reais para empresários de ônibus, sem garantia de emprego, não sendo um empréstimo, e sem garantia de manutenção e ampliação da frota? E a esta hora, à meia-noite? Relator, por favor, não posso acreditar que isso seja verdade”. 

O líder do Novo na Câmara, Paulo Ganime (RJ) também fez coro a observação. E Hildo Rocha, que estava presente no plenário, acabou se sentido ofendido e insinuou que os dois não estavam trabalhando. “Eu sei que muita gente está com sono. E o senhor deve ter passado todo o dia de ontem dormindo. O deputado Glauber também está lá na boa, nas praias”, disparou o maranhense despertando a ira dos colegas. 

Ele alfinetou ainda mais o deputado do PSOL: “O senhor pode pegar um avião e vir para Brasília amanhã. Eu gosto de discutir olhando no seu rosto, deputado. Eu estou aqui todos os dias. Eu tenho 60 anos de idade. O senhor é muito mais novo do que eu e Embora rasgue o Estatuto do Idoso e não respeite ninguém, o senhor é tremendamente boa vida, é boa vida”.

Após isso, Glauber Braga rebateu que o relator “ficou sentido” porque não conseguiu responder ao questionamento e vários outros deputados entraram na discussão, como o líder do bancada mineira e do PSD, Diego Andrade, que saiu em defesa de Hildo. Diante da confusão, Mauro Benevides Filho (PDT-CE) teve que encerrar a sessão.

O texto acabou sendo votado e aprovado na última quarta-feira (23).

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