Homem que roubou e depois jogou combustível em córrego é condenado a mais de seis anos de prisão em Barbacena

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Diesel foi despejado em Rio de Barbacena — Foto: TV Integração/Reprodução

A 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve a sentença de um réu, do sexo masculino e de idade não divulgada, por roubar cerca 40 mil litros de diesel e descartar a carga no Córrego Sapateiro, afluente do Rio das Mortes em Barbacena. O crime ocorreu em 2013.

De acordo com a Justiça, a sentença deferida foi de seis anos de reclusão, em regime semiaberto. Na primeira instância, a juíza da 1ª Vara Criminal de Barbacena, Márcia Rezende Nonato, havia condenado o investigado pelos crimes de furto qualificado e delito ambiental. A pena foi a mesma, além de uma multa de R$ 500. Entretanto, houve recurso.

Para o relator do recurso, desembargador Antônio Carlos Cruvinel, a justificativa apresentada pelo suspeito não tinha fundamentos e as provas colhidas são suficientes para concluir o envolvimento no crime.

G1 tentou entrar em contato com a defesa do investigado para saber se a mesma gostaria de se manifestar sobre a situação. Entretanto, os números dos telefones dos advogados não constam no site da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Roubo de combustível

Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o réu e um comparsa, dirigindo uma carreta bitrem, foram até o oleoduto da empresa Transpetro, localizado na zona rural de Barbacena, e roubaram 40 mil litros de óleo diesel.

Na fuga, o veículo atolou e, como não conseguiram removê-lo, despejaram todo o conteúdo da carga ao ar livre. O combustível contaminou o solo e o Córrego Sapateiro, afluente do Rio das Mortes. Na época, 70% do fornecimento de água ficou comprometido na cidade.

Investigação

De acordo com o TJMG, o laudo elaborado pelo Polícia Civil apontou que houve contaminação e que o combustível encontrado no local era compatível com o da bomba de onde ele foi roubado.

Os policiais que atenderam ao chamado, além de uma testemunha, confirmaram a presença do acusado e de outro indivíduo, de identidade não revelada, no local, além da grande quantidade de óleo diesel no solo.

Nos depoimentos, funcionários da Transpetro também afirmaram que, na data dos acontecimentos, foi detectada uma variação de pressão na bomba, que é um indicador de vazamento ou roubo. Já o acusado disse que estava no local porque tinha se perdido.

Já o segundo envolvido foi condenado por três anos. Ele não recorreu da decisão, conforme a Justiça.

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