Médico é o primeiro a testar vacina contra Covid-19 em BH

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André Ribeiro, jovem médico de 30 anos, é o primeiro voluntário de Belo Horizonte a receber a CoronaVac, vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan. “É uma boa oportunidade e momento memorável para a Medicina”, disse o profissional, que atua no Centro de Saúde Jardim Montanhês, local em que o imunizante será aplicado nesta sexta-feira, entre 8h e 17h.

Apressado, o médico chegou à Unidade Básica de Saúde (UBS) por volta de 8h40. A equipe do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Fármacos do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG, que coordena os testes na capital, estava de prontidão desde 7h. Fotos, vídeos e entrevistas não são permitidas nas proximidades do módulo montado para os testes de imunização. O coordenador do experimento, professor Mauro Teixeira, dará detalhes sobre os procedimentos logo mais, às 15h.

O sinal verde para os testes foi dado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no dia 3 de julho. Desde então, foram iniciados os trâmites para que fosse feito o recrutamento de 9 mil voluntários nos 12 centros de pesquisa pelo país, incluindo a UFMG. Os estudos em Minas contarão com a participação de 852 pessoas da área da saúde que estão atuando na linha de frente do combate à COVID-19.

Caso a vacina apresente eficácia, o processo de registro das doses junto à Anvisa será iniciado. Já há um acordo entre o Butantan e a Sinovac para a disponibilização de 60 milhões de unidades do medicamento, que serão produzidos na China, com previsão de conclusão em setembro. Quando todos os trâmites forem concluídos com o órgão regulador, as substâncias serão enviadas ao Brasil.

A partir daí, a distribuição e a definição do público-alvo da campanha de vacinação no Brasil ficariam por conta do Programa Nacional de Imunização, do Ministério da Saúde. Além dessas 60 milhões de doses importadas, o Instituto Butantan deve produzir 100 milhões. Porém, isso exigirá uma adaptação que pode levar até 10 meses. A expectativa é que a vacina comece a ser aplicada em 2021, caso tudo ocorra dentro do previsto.

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