Operação que apura falsificação de documentos públicos, inserção de dados falsos e corrupção é realizada pelo Gaeco em Uberaba

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31 de julho de 2020: materiais apreendidos durante a Operação ‘Cafezinho’ em Uberaba — Foto: Gaeco Uberaba/Divulgação

Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Uberaba, na manhã desta sexta-feira (31), durante a Operação “Cafezinho”, que apura falsificação de documentos públicos, inserção de dados falsos em sistemas de informações, além de corrupção ativa e passiva.

Os crimes teriam envolvimento de um funcionário do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), uma empresária do ramo de transporte de gado e diversas pessoas ligadas ao agronegócio. Os nomes dos investigados não foram divulgados.

Além do cumprimento dos mandados, expedidos pelo juízo da 3ª Vara Criminal da Comarca de Uberaba, foi determinado o afastamento do cargo do funcionário do IMA por 180 dias, com possibilidade de prorrogação.

O G1 entrou em contato com o IMA para saber se o órgão gostaria de se posicionar sobre o assunto, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

A operação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Uberaba, Polícia Militar (PM), Polícia Civil e Núcleo de Acompanhamento na Área Criminal (Nucrim), da Superintendência Regional da Fazenda (SRF), em conjunto com o Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG).

Investigação

Segundo o Gaeco, a operação “Cafezinho” teve como objeto de investigação a falsificação de documentos públicos – Guias de Trânsito Animal (GTA) e notas fiscais de compra e venda de gado –, inserção de dados falsos em sistemas de informações e práticas de corrupção ativa e passiva. Os levantamentos foram iniciados em janeiro de 2019.

Durante a apuração, foi constatado que o funcionário do IMA aproveitava da própria função para alterar cadastros de produtores rurais, realizar lançamentos fictícios de movimentação de gado, alterar expedição de notas fiscais, dentre outras práticas, com o objetivo de “ajustar” movimentações de gado que ocorreram clandestinamente, sem pagamento de impostos.

Também foi descoberto que o servidor recebia propina e foram identificadas as pessoas que repassavam os valores indevidos frequentemente a ele. De acordo com o Gaeco, o homem utilizava contas dele e da filha para recebimento da propina, conseguindo, pelo menos, R$ 100 mil ao longo de um ano e nove meses.

Uma empresária do ramo de transporte de gado também foi alvo de buscas. Durante o período das investigações, foi apurado que ela praticava corrupção ativa, por meio de transferências mensais ao funcionário do IMA.

Além dela, foram identificadas diversas pessoas ligadas ao agronegócio suspeitas de praticar atos de corrupção e/ou falsificação documental.

31 de julho de 2020: Operação ‘Cafezinho’ teve participação de três promotores de Justiça, um delegado, seis policiais civis, um policial penal, agentes do Gaeco, sete policiais militares e seis agentes da Receita Estadual — Foto: Gaeco Uberaba/Divulgação

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