Polícia Civil de MG identifica mulher que tentava fazer falsa venda de testes de Covid-19 em 50 municípios de todo o Brasil

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Polícia Civil apresentou troca de mensagens entre a mulher e um servidor público de MG — Foto: Guto Rabelo / TV Globo

A Polícia Civil impediu um golpe aos cofres públicos de Minas Gerais. Uma investigação descobriu uma tentativa de venda milionária de testes rápidos para Covid-19. Testes que nunca existiram.

Uma mulher entrava em contato com servidores do setor de compras do governo, apresentando-se como representante de empresas internacionais que venderiam os testes. As investigações da operação “Med Teste” não encontraram nenhum indício, nenhum documento que comprovasse a ligação dela com empresas. Ou que ela fosse responsável por entregar os equipamentos.

A Polícia Civil espera concluir o inquérito em um mês, para confirmar o crime de estelionato. Mas, de acordo com o delegado Gabriel Ciríaco, já foi comprovado o crime de corrupção ativa, pois a mulher ofereceu propina aos servidores públicos. Em uma das tentativas, uma servidora denunciou o caso para a Controladoria Geral do Estado, que solicitou as investigações.

Cartões de crédito apreendidos pela Polícia Civil na casa da golpista em São Paulo — Foto: Guto Rabelo / TV Globo

O delegado explicou o golpe:

“O preço unitário dos kits era de R$ 134. A comissão variava muito, dependendo de quem estava adquirindo, onde estava sendo a oferta. Em termos gerais, girava em torno de R$ 5 a R$ 10, dependendo da quantidade de testes”, contou Gabriel Ciríaco.

Ainda de acordo com a polícia, foram ofertados, na ocasião, um milhão de testes, o que daria uma comissão de, no mínimo, R$ 5 milhões. A compra total que estava sendo oferecida ao Estado, informou o delegado, girava em torno de R$ 134 millhões.

“Ela ia receber uma antecipação deste pagamento, se desse certa a engenharia criminosa que ela estava utilizando. Ia receber uma quantia vultuosa de milhares de reais. E ia sumir”, comentou.

De acordo com as investigações, a golpista ofereceu os testes para, pelo menos, 50 municípios em todo o Brasil. Em depoimento, disse que não conseguiu concretizar nenhuma venda. Ela foi ouvida em Goiânia, onde mora. E foram cumpridos mandatos de busca e apreensão em São Paulo, onde ela também tem residência. No local, foram apreendidos cartões de crédito e smartphones, além de cartões de memória.

Outro golpe

A mulher, cuja identidade não foi revelada, morava em Belo Horizonte há cerca de um ano e meio. Ela tinha uma empresa de cerimonial de festas, e deu um calote em um grupo de formandos. Na época, alegou que havia sido roubada e desapareceu.

A golpista não foi presa porque o inquérito ainda não foi concluído. A polícia informou que ela deverá ser ouvida na próxima semana.

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