Pré-candidato a prefeito em São João das Missões é preso por ameaçar vazar fotos íntimas de mulheres

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Um pré-candidato a prefeito do município de São João das Missões, no norte de Minas, foi preso preventivamente, nessa terça-feira (28), suspeito de extorquir mulheres e ameaçar divulgar imagens íntimas delas.  

O homem de 32 anos foi preso em Montes Claros durante operação “Dolos” da Polícia Civil. Conforme informou instituição, até o momento, oito vítimas procuraram a delegacia e relataram ter sido ameaçadas e extorquidas pelo suspeito.

Segundo os investigadores do caso, o suspeito se aproximava de mulheres com perfis específicos: fragilizadas emocionalmente, casadas ou separadas recentemente, com idade entre 45 a 50 anos e resolvidas financeiramente. Enquanto mantinha o relacionamento com as vítimas , ele montava um dossiê com fotos e vídeos íntimos delas. No momento em que as mulheres anunciavam que queriam terminar o namoro, o homem as ameaçava dizendo que iria expor todo o material e as extorquia. 

Também foi apontado que quando o suspeito não conseguia imagens íntimas, ele fazia montagens com os perfis das vítimas e as ameaçava. Além de exigir vantagem financeira para não divulgar o conteúdo, ele exigia encontros sexuais. Em vários casos, diante da negativa das vítimas, ele chegou a divulgar fotos para parentes, filhos, maridos, entre outras pessoas do convívio delas. Uma das mulheres perdeu o emprego após ter sua vida exposta no ambiente de trabalho.

Investigação 

Oito já mulheres fizeram denúncias na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) em Montes Claros. Ainda segundo a PCMG, o suspeito tentou esconder o celular dele no momento da prisão, mas  o aparelho foi encontrado e apreendido pelos policiais. Em depoimento, ele confessou os cirmes.

A Delegada Karine Maia, responsável pelo caso, reforçou a importância de mulheres que foram vítimas do home façam a denúncia. “A exposição a esse tipo de situação gera constrangimento, e, ainda, pode desenvolver quadro de ansiedade, medo e angústia nas vítimas pela exposição de sua privacidade”.

Segundo a PCMG, o inquérito será concluído em dez dias. O suspeito foi encaminhado ao sistema prisional.

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