Uberaba fecha mais de 2 mil vagas de emprego no primeiro semestre de 2020, aponta Ministério da Economia

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Carteira de trabalho — Foto: Heloise Hamada/G1

Uberaba fechou 2.037 de vagas de trabalho com carteira assinada no primeiro semestre de 2020, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério da Economia, na terça-feira (28).

De janeiro a junho deste ano, a cidade teve 14.897 admissões e 16.934 desligamentos. Os setores que tiveram desempenho negativo foram os de comércio (-1.137), serviços (-1.057), e construção (-105). Os únicos setores que fecharam o primeiro semestre com saldo positivo foram o de agropecuária (98) e indústria (164).

A alta do desemprego em Uberaba e em várias cidades brasileiras é um dos reflexos do avanço da pandemia de Covid-19, decretada em março pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Mês a mês

Mais uma vez, o governo federal fez uma nova atualização nos dados do Caged, e por isso, os números apresentados de janeiro a maio foram reajustados. Veja abaixo:

Em Uberaba, no primeiro mês de 2020, o saldo foi positivo de 291 postos de trabalho, sendo 3.052 admissões e 2.761 desligamentos.

Em fevereiro, houve um salto de mais de 100% na geração de empregos, resultando na abertura de 621 vagas no município. Foram 3.523 admissões contra 2.902 desligamentos.

Em março, a Prefeitura determinou, pela primeira vez, o fechamento do comércio e várias atividades como uma forma de conter o avanço da Covid-19 na cidade. O município sentiu os efeitos da crise econômica causada pela pandemia, e teve saldo negativo de 188 postos de trabalho, registrando 3.424 admissões e 3.612 desligamentos.

No mês de abril, a situação se agravou ainda mais e a cidade teve saldo negativo de 1.948 vagas de emprego, com 1.363 admissões e 3.311 desligamentos. O cenário foi avaliado como preocupante pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação (Sedec), José Renato Gomes.

Em maio, o saldo de emprego continuou negativo: foram 1.491 admissões contra 2.475 desligamentos, resultando em menos 984 postos de trabalho.

Depois de três meses com saldo negativo, a cidade voltou a ter saldo positivo de empregos em junho: foram 2.044 admissões e 1.873 desligamentos, resultando em saldo de 171.

Setores

Em junho, todos os setores da economia em Uberaba tiveram saldo positivo de postos de emprego. O único com saldo negativo foi o de agropecuária.

Desempenho do emprego por setor em junho em Uberaba

Setores Admissões Desligamentos Saldo
Agropecuária 24 30 -6
Comércio 486 485 1
Construção 295 285 10
Indústria 337 322 15
Serviços 902 751 151
Total 2.044 1.873 171

No acumulado do ano, os setores que tiveram desempenho negativo foram comércio, serviços e construção. Com saldo positivo, ficaram agropecuária e indústria.

Desempenho do emprego por setor em 2020 em Uberaba

Setor Admissões Desligamentos Saldo
Agropecuária 394 296 98
Comércio 3.648 4.785 -1.137
Construção 2.328 2.443 -105
Indústria 2.938 2.774 164
Serviços 5.589 6.646 -1.057
Total 14.897 16.934 -2.037

Impacto da pandemia

O mercado de trabalho, assim como toda a economia, sofreu diretamente o impacto da pandemia do novo coronavírus.

O alto risco de contágio em locais cheios ou fechados, assim como as medidas de isolamento social, tomadas de acordo com orientações de autoridades de saúde, diminuíram a circulação de pessoas e o consumo de diversos bens e serviços. Em grande parte dos estados, as medidas foram flexibilizadas nas últimas semanas.

Assim como ocorreu em outros municípios, a pandemia levou a Prefeitura de Uberaba a adotar medidas de restrição e isolamento social para reduzir a velocidade do avanço da doença, o que provocou a suspensão do funcionamento de serviços considerados não essenciais e o fechamento de grande parte do comércio.

Na cidade, as atividades começaram a ser flexibilizadas depois da publicação do Decreto Municipal 5.555, em vigor por tempo indeterminado.

Brasil

De acordo com o Caged, a economia brasileira fechou 1,19 milhão vagas de trabalho com carteira assinada no primeiro semestre de 2020.

De acordo com o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo, esse é o pior resultado para o primeiro semestre desde 1992, início da série histórica do Caged.

“E é natural que isso aconteça também. É a maior crise da história do país, com os respectivos impactos em termos de mercado de trabalho”, disse.

O setor de serviços foi o que mais fechou vagas no primeiro semestre de 2020: 507.708 no total. Logo depois vem o setor de comércio, com 474.511 vagas a menos. A construção teve 32.092 vagas fechadas.

O setor da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura foi o único com abertura de novos empregos formais. Foram 62.633 vagas criadas nos primeiro semestre.

Considerando apenas junho, o setor de serviços fechou 44,8 mil vagas. O comércio fechou 16,6 mil.

Em junho, a agropecuária abriu 36,8 mil novas vagas. A construção civil registrou saldo positivo de 17,2 mil novos postos de trabalho.

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