Caso Naja: Estudante picado por naja traficava cobras desde 2017, diz TV

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A cobra naja que picou um estudante em Brasília agora está no zoológico

O estudante de medicina veterinária Pedro Henrique Krambeck, que foi picado por uma naja no dia 7 de julho, traficava cobras desde 2017, conforme informou a TV Globo na manhã desta quinta-feira (13). Segundo a emissora, as investigações sobre o caso foram concluídas pela Polícia Civil, que apresentará os detalhes ainda nesta manhã.

De acordo com a Globo, Krambeck cobrava R$ 500 por filhote que era vendido a pessoas de diferentes Estados do Brasil. Ao todo, ele chegou a criar 25 cobras. Cada ninhada, em média, gerava 20 filhotes.

Krambeck foi preso em 29 de julho pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) em sua residência, na região administrativa do Guará, cidade-satélite de Brasília. Além dele, um amigo, que teria ocultado as cobras, também chegou a ser preso. 

À época, a Polícia Civil já trabalhava com a hipótese de Krambeck integrar um esquema de tráfico nacional ou internacional de animais, com a reprodução das cobras. Os investigadores também acreditavam que estudante, junto a outros colegas da faculdade, produzia soro antiofídico ilegalmente. 

Um perito médico-legista acompanhou os policiais para verificar as condições de saúde de Krambeck, diante de informações de que ele ainda estaria debilitado. 

Relembre o caso

Pedro Henrique Krambeck ficou hospitalizado por mais de uma semana após ser picado por um naja que criava em sua residência. Ele chegou a entrar em coma após o incidente. Como a naja não é natural do Brasil, só existia uma dose de soro antiofídico no país para tratar a picada, que precisou ser enviada para o estudante do Instituto Butantan, em São Paulo. 

Originária da África e da Ásia, a naja é uma das cobras mais venenosas do mundo.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou R$ 78 mil em multas para a família dele.

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