Deputado apresenta projeto para acabar com a circulação de dinheiro em espécie

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Possibilidade. Para Reginaldo Lopes (PT), uma nova eleição é ‘melhor que o golpe’ e daria mais legitimidade para quem ocupar a Presidência

Após o Banco Central anunciar a criação da nota de R$200, o deputado federal mineiro Reginaldo Lopes (PT) apresentou projeto, nesta semana, que estipula prazo de até cinco anos para extinção da produção, circulação e uso do dinheiro em espécie. O petista quer que as transações financeiras sejam realizadas apenas por meio de sistema digital. 

Em 2015, o parlamentar já havia protocolado na Casa um texto que pretendia eliminar o papel-moeda. A  proposta atual prevê que a cédulas de valor superior a R$50 sejam extintas no prazo de um ano. Já as de valor inferior, devem deixar de circular dentro do período de cinco anos. É permitida a posse de notas de dinheiro apenas para fins de registro histórico.

Ainda segundo a proposição, a Casa da Moeda é quem vai ser responsável  por adotar medidas necessárias para garantir acesso de toda população de meios de transações monetárias por meio de sistema digital. E, assim, a entidade teria novas funções, como de operadora digital e, em caráter de exclusividade, iria imprimir títulos da dívida pública federal e selos postais e fiscais.

O deputado também determina que as instituições bancárias não podem cobrar percentual em transações de débito. “Nós precisamos eliminar o uso do papel-moeda na sociedade brasileira. Será extremamente positivo pra gente, no futuro, fazer uma revisão da carga tributária, vamos combater a corrupção e proteger o meio-ambiente. E nesse momento de Covid-19 existe  algo mais poluído do que o papel-moeda?”, explicou Lopes.

Na último dia 29, o Banco Central informou que o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou o lançamento da cédula de R$ 200, que terá como personagem o lobo-guará. A nova nota deve entrar em circulação no final desse mês. E, com isso, a cédula acabou inspirando vários memes nas redes sociais, inclusive com o vira-lata caramelo e a ema que bicou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

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