Homem é preso por ameaçar a mulher em BH, nega crime e faz declaração de amor

0
Suspeito foi preso e negou ter feito ameaças

“Eu não ameaço ela nunca. Amo ela demais, se ela quiser voltar pra mim é isso mesmo”. A “declaração de amor” é de um homem de 39 anos, suspeito de ameaçar a companheira, enquanto estava no compartimento traseiro de uma viatura policial após ser preso pela Polícia Militar. O caso aconteceu nesta quinta-feira (13), no bairro Conjunto Jardim Filadélfia, na região Noroeste de Belo Horizonte. Na versão do suspeito, ele é quem costuma “levar uns tapas” da mulher. 

A polícia foi acionada em uma área conhecida como Morro da Vaca, onde o homem armado estaria ameaçando a vítima. 

“Nós tivemos um chamado para atender um caso de violência doméstica na qual o autor estava de posse de uma arma de fogo. Com a nossa chegada, deparamos com mulheres e crianças na rua, e a vítima gritando: ‘ele vai me matar, ele quer me matar’. Ele teria tentado adentrar a casa da vítima, sofreu uma queda, se lesionou com um vidro que quebrou e, dessa forma, ele criou uma trilha com o sangue”, explicou o sargento Rubens Murta, do 34º Batalhão. 

Durante a tentativa de localização do homem, a polícia achou em um dos becos uma pistola 380. O rastreamento continuou e militares escutaram barulho de telha quebrando.

“Localizamos o autor que estava bem lesionado e foi prontamente socorrido pela guarnição. Ele saiu do sistema prisional devido à pandemia do coronavírus”, detalhou o militar. 
 
Ciúmes, fofoca e tapas

Em conversa com a imprensa, o suspeito negou as ameaças e disse que não sabia como tinha conseguido a arma. 

“Jamais, não ameaço ela nunca. Nós já brigamos assim: ela batia em mim, mas eu nunca coloquei a mão nela. O motivo da briga de ontem foi ciúme dela, as fofoqueiras da rua falam que eu estou ficando com as mulheres. Ela tem ciúme até com homem”, se defendeu. 

Segundo ele, o casal está junto há 15 anos e não tem filhos. “Eu considero os filhos dela como sendo meus. Temos um netinho, até chorei no hospital por causa dele. Eu estava embriagado e nem sei como arrumei a arma. Entrei em casa, ela começou com os tapas e eu quebrei a janela e corri. Ela é muito brava, agora ela me f* falando que eu fiz ameaças”, alegou. 

O homem contou que ficou preso quase sete anos por tráfico de drogas. “Eu estou em prisão domiciliar, saí do sistema, ‘tô no Covid-19 aí’. Quero conversar com ela, já apanhei um ‘mucado’ dela, mas nunca bati. Nem sei porque vim para Delegacia de Mulheres”, contou o suspeito. 

Homem quer fazer as pazes

O suspeito afirmou que pretende fazer as pazes com a companheira e manter o relacionamento. 

“Eu não acho certo bater em mulher. O recado romântico que tenho para falar é que amo ela. Se ela quiser voltar pra mim é isso mesmo. Se não quiser, infelizmente. No nosso relacionamento ela tem que confiar mais em mim, parar de escutar os outros. Até um cachorro se chegar falando ela acredita”, finalizou.

Deixe um Comentário

Deixe um comentário
Digite seu nome aqui