Homem que ofendeu entregador já destruiu carro de vizinha em SP

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homem que humilhou o motoboy em um condomínio em Valinhos, no interior de São Paulo, já destruiu o carro de uma vizinha. Imagens mostram o momento em que ele, aparentemente descontrolado, arremessa objetos várias vezes contra o veículo parado na garagem, danificando o carro e estilhaçando o vidro.

Após o episódio, a moradora, com medo, decidiu abandonar o imóvel e se mudou.

Há uma campanha virtual, assinada por mais de 100 mil pessoas, que pede a prisão do contador Mateus Abreu Almeida Prado Couto, de 31 anos. Ele é o homem branco, morador do condomínio, que humilhou o motoboy no último dia 31.

As imagens registradas mostram o contador xingando Matheus Pires Barbosa, de 19 anos, e dizendo que o rapaz tem “inveja” das casas do condomínio e da cor da pele dele.

De acordo com a família de Mateus, documentos foram apresentados à Polícia Civil de Valinhos porque o contador é esquizofrênico. 

O boletim de ocorrência foi registrado como injúria racial. A vítima já foi ouvida, mas o agressor e vizinhos ainda deverão prestar esclarecimentos.

Em repúdio à atitude do morador, o condomínio colocou uma faixa que diz que os “moradores não compactuam com o ato de discriminação ocorrido na área comum”.

Vídeo mostra homem descontrolado danificando carro da vizinha na garagem

O caso

O vídeo começa com um homem branco xingando o entregador: “Seu lixo. Isso aí mesmo, pode meter racismo, que também estou em cima de você”, disse. “Você é semianalfabeto, você não tem onde morar. Você tem inveja disso aqui”, afirmou apontando para a pele.

“Foi uma baque porque você não imagina que uma pessoa vai tomar uma atitude de te ofender. Foi um sentimento de humilhação, ele estava me humilhando e humilhando meu trabalho. Ele tomou muitas outras atitudes, ele cuspiu antes de começar a gravar e jogou a notinha do restaurante. Disse que eu era macaco”, revelou o entregador.

Diversos protestos ocorreram na cidade de Valinhos. Buzinaços de carro, barulhos de motos, cartazes e palavras de ordem foram algumas das formas de manifestações contra o ato de discriminação racial.

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