‘Meu cabelo precisa ficar perfeito’: como reclamação de Trump pode mudar regulação sobre chuveiros nos EUA

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O presidente dos EUA, Donald Trump, mexe nos cabelos ao fazer piada sobre sua calvície em evento com conservadores em Oxon Hill, Maryland, na sexta-feira (23) — Foto: Saul Loeb/AFP

O governo americano propôs mudar a definição de chuveiros para aumentar o fluxo de água, após reclamações do presidente Donald Trump sobre sua rotina para arrumar seu cabelo.

Uma lei de 1992 afirma que chuveiros não podem derramar mais do que 2,5 galões de água (9,5 litros) por minuto.

O governo Trump quer que este limite seja aplicado a cada bico, em vez de ao dispositivo geral.

Grupos que defendem consumidores e ativistas ambientalistas argumentam que a mudança seria desnecessária e acarretaria em maior desperdício de água.

As mudanças foram propostas pelo Departamento de Energia na quarta-feira, após reclamações feitas por Trump na Casa Branca no mês passado.

“Então, chuveiros — você toma banho, a água não sai. Você quer lavar as mãos, a água não sai. Então o que você faz? Porque meu cabelo — eu não sei sobre você, mas tem que ser perfeito. Perfeito”, disse ele.

Andrew deLaski, diretor executivo do grupo Appliance Standards Awareness Project, que luta por eficiência energética, disse que a proposta do governo é “uma tolice”.

Com quatro ou cinco ou mais bicos, “você poderia ter 10, 15 galões por minuto saindo do chuveiro, literalmente provavelmente ‘lavando’ você para fora do banheiro”, disse ele à agência de notícias Associated Press.

“Se o presidente precisar de ajuda para encontrar um bom chuveiro, podemos indicar a ele alguns ótimos sites de consumidores que ajudam a identificar um bom chuveiro que proporciona um enxágue denso e um bom banho”, acrescentou.

David Friedman, que é vice-presidente da organização de direitos do consumidor Consumer Reports, disse que chuveiros nos Estados Unidos “já atingem altos índices de satisfação do consumidor”, enquanto ajudam a poupar dinheiro.

A proposta pode ser contestada na Justiça, caso ela siga adiante, segundo a agência de notícias Reuters.

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