MG ainda vive platô, mas há sinais de queda de casos de Covid-19, diz secretário

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Minas Gerais passa por um platô da pandemia de Covid-19 há mais de um mês, o que significa estabilização do número de novos casos e mortes pela doença, em vez de um aumento ou diminuição. Agora, surgem indícios de que o platô pode estar em queda, segundo o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral. “O percentual de resultados positivos para Covid-19 está com tendência a queda, o percentual de solicitação de internações na rede pública e a ocupação de leitos também. Com os óbitos, ainda temos um platô, iniciando uma tendência a queda”, disse, em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (24). 

Amaral justificou que o número de óbitos tende a demorar mais a diminuir, uma vez que os pacientes convivem com a doença por algum tempo até o caso evoluir a óbito. Atualmente, o Estado acumula 195.920 casos de Covid-19 — 1.306 confirmados nas últimas 24 horas — e 4.805 mortes — 15 delas confirmadas nas últimas 24 horas. A reportagem questionou a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) quais números apontam para a queda do platô e aguarda retorno. 

Cidades mineiras vão encaminhar pessoas com Covid-19 residentes em áreas vulneráveis para hotéis

Oito, das 17 cidades mineiras convidadas, já aderiram a um projeto da SES-MG e irão encaminhar pessoas com Covid-19 residentes em aglomerados e favelas a hotéis para se manterem isoladas. A reportagem questionou a SES-MG sobre quais cidades já acordaram a participação e aguarda retorno. A pasta vai repassar R$ 3 milhões para os municípios realizaram o encaminhamento.

“As cidades escolhidas são municípios com mais de 150 mil habitantes, que têm taxa de incidência de Covid-19 igual a pelo menos 50% da média estadual e que têm programas de monitoramento para acessar dados referentes à pandemia”, pontuou o secretário adjunto da Saúde, Marcelo Cabral. 

Laboratórios iniciarão treinamentos para teste de Covid-19 pela saliva

A Fundação Ezequiel Dias (Funed) começará a coletar saliva para os testes de Covid-19, em vez de coletar material no nariz e da garganta com swab — uma espécie de longo cotonete. Os laboratórios credenciados pelo governo do Estado começarão a receber treinamento para esse tipo de coleta nesta semana, afirmou o secretário Carlos Eduardo Amaral.  

“A coleta pela saliva simplesmente tem uma forma de coleta diferente do que os exames PCR-RT geralmente utilizam, que é o cotonete colocado no nariz e na cavidade oral. O exame com a saliva é mais simples e dispensa o swab, que muitas vezes temos dificuldade em adquirir, e pela saliva também será mais fácil fazer o teste em crianças. Há situações em que manteremos o swab, como nos casos em que as pessoas estão em UTI ou sedadas e não conseguem cuspir para coletar a saliva”, pontuou Amaral. 

Fake news são parte da liberdade de expressão, diz secretário de Saúde

“As fake news, embora algumas sejam exageradas, fazem parte da liberdade de expressão. Todas as pessoas podem e devem se expressar. Isso faz parte da democracia e, a cada dia, a sociedade está mais crítica ao consumir informação. Embora vejamos que muitas vezes existem informações fragmentadas, com conclusões precoces e inadequadas, até algo maliciosas, acho que isso faz parte da democracia e, como gestores públicos, temos que ser referência para as pessoas que querem informações de qualidade”, elaborou Carlos Eduardo Amaral, durante coletiva de imprensa.

Nesta segunda-feira, a mulher que divulgou vídeo nas redes sociais dizendo que caixões estariam sendo enterrados com pedras no lugar vítimas da Covid-19 foi indiciada pela Polícia Civil.  Segundo as investigações, as informações eram falsas. 

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