Após desmaio, mineira atropela e mata adolescente de 13 anos na Inglaterra

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Gardene de Carvalho, 41, mora em Londres há 17 anos

Uma mineira residente em Londres há 17 anos está respondendo na justiça britânica por atropelar e matar uma adolescente de 13 anos, e, enquanto corre o processo na Inglaterra, a família de Gardene de Carvalho tenta trazê-la para o Brasil para garantir o cumprimento de seus direitos. A mulher de 41 anos está sem seus documentos, retirados pelo Estado Inglês após uma audiência de custódia. Ela alega ter desmaiado segundos antes do acidente, e há suspeita de que ela tenha sofrido um ataque epiléptico.

A batida aconteceu no mês de junho em um bairro londrino. De acordo com relatos feitos à polícia, a mineira dirigia pela rua quando colidiu o próprio carro contra dois automóveis estacionados e acabou atingindo a garota de 13 anos que seguia pela calçada. A irmã da menina, uma adolescente de 15 anos, conseguiu desviar-se do carro de Gardene e escapou sem ferimentos. À polícia, a belo-horizontina declarou que não sabia explicar o que aconteceu e lembrava-se apenas de ter tido um apagão. “Ela não se recorda do fato e está muito abalada”, declara a advogada Támita Rodrigues Tavares que representa a mineira em solo brasileiro. Exames toxicológicos feitos logo após o acidente confirmaram que Gardene não havia ingerido bebida alcoólica ou feito uso de drogas.

“A enfermeira que a atendeu depois disse que foi uma crise epiléptica. Ela nunca tinha tido antes, esta foi a primeira e única vez que ela desmaiou. Em anos anteriores, ela se lembra apenas de ter sentido dores de cabeça e sintomas ligados a queda de pressão”, detalha. De acordo com a defensora, o incidente todo trata-se de uma fatalidade. “Ela desmaiou, bateu em dois carros parados e o mais estranho é que as irmãs adolescente não podiam estar na rua após 21h30, horário do acidente. Existe em Londres uma lei que não permite menores desacompanhados nas ruas neste horário. As irmãs tinham saído para comprar um chocolate. É uma fatalidade”.

Logo após a colisão, a mineira acabou detida por um dia e meio e só foi liberada após uma audiência de custódia que determinou o recolhimento de seus documentos. Ela foi indiciada por homicídio e direção perigosa. “Esta é uma violação dos direitos humanos da minha cliente. Hoje ela é uma pessoa que não tem documentos e não consegue retornar para o Brasil. Nós queremos que ela responda aqui. Minha cliente não quer fugir, mas é preciso garantir a ela seus direitos pela Convenção Internacional dos Direitos Humanas”, relata Támita. O Itamaraty entrou em contato com a advogada na manhã desta quinta-feira (17) e pediu que sejam enviados os dados da mineira e outras informações por e-mail para estabelecer um diálogo com a embaixada do Brasil na Inglaterra. Uma segunda audiência está marcada para o fim do mês. 

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