Boates e espaços culturais de BH ignoram pandemia e promovem festas clandestinas

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Em plena pandemia, de portas fechadas, mas com casa cheia – eventos clandestinos em diversas boates e espaços culturais em Belo Horizonte reúnem aglomerações, mesmo com proibição da prefeitura. Em alguns lugares, festas com mais de 1 mil pessoas chegaram a ocorrer. 

Um dos eventos foi realizado nessa segunda-feira (14), no Espaço Even, na região Oeste da cidade, com show da banda de pagode Akatu. Outro, na última sexta-feira (11), na Major Lock, boate que funciona na região Centro-Sul.

Em ambos casos, pessoas sem máscara se aglomeraram e, no primeiro, a lotação ficou na casa dos milhares, conforme uma fonte informou a O TEMPO

Situação que, não apenas desrespeita o regramento estabelecido pelo Executivo municipal, como expõe a população a riscos de contaminação por coronavírus e vem prejudicando empresários do setor que seguem as normas. 

Conforme informado à reportagem, os eventos não estão sendo feitos por aventureiros, mas por produtores grandes da capital. Uma fonte chegou a dizer que os empresários não se importam com a pandemia, nem com o drama econômico vivido por colegas.  

As festas clandestinas são realizadas, inclusive, com contratação de “promoters”, que são pessoas que ganham comissão na venda de ingresso e divulgam o evento. 

“Enquanto, praticamente, a produção cultural e de eventos ta se f**** por conta da COVID-19, a Major Lock está fazendo festa em boate fechada, como se não tivesse ninguém morrendo para sustentar rolê hétero de playboy da Zona Sul”, desabafou um dos produtores em uma rede social. 

A reportagem entrou em contato com os estabelecimentos citados e, inclusive, com o organizador do evento do espaço Even, que não respondeu aos questionamentos.

Em nota, a Major Lock negou o que, registrado em imagens, aconteceu e se limitou a afirmar que “o bar funcionou aberto ao público na área externa até 22h, cumprindo todos os protocolos referente ao COVID-19”.

 

“Qualquer movimento após este horário foi referente ao recolhimento dos equipamentos da área externa, bem como conclusão de uma LIVE na área interna, composta pela produção e artistas, sem acesso ao público”, continua o texto.

Contudo, em imagens gravadas dentro do local no dia, é possível ver aglomeração e pessoas bebendo dentro do espaço, sem máscaras. 

Conforme apurado por O TEMPO, o esquema clandestino das festas é comumente organizado via grupos de WhatsApp, nos quais pede-se sigilo.

A reportagem procurou a Guarda Municipal de Belo Horizonte para apurar se alguma denúncia formal foi feita, mas ainda não obteve retorno. 

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