Bolsonaro na ONU: Queimadas são inevitáveis e existem campanhas de desinformação

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Presidente Jair Bolsonaro discursou na abertura da 75ª edição da Assembleia Geral ONU

Em meio a uma enxurrada de críticas pela condução da política ambiental no Brasil, o  presidente Jair Bolsonaro discursou virtualmente nesta terça-feira (22) na abertura da 75ª edição da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). O chefe do Executivo brasileiro fez um discurso em defesa das ações tomadas pelo país para combater as queimadas na Amazônia e no Pantanal, além de pontuar as ações realizadas no Brasil para enfrentamento da pandemia. 

Em várias partes do discurso, Bolsonaro que existem “campanhas de desinformação em relação à Amazônia e ao Pantanal, escoradas em interesses escuzos e associações impatrióticas”. Segundo o presidente, a queimadas, que já consumiram mais de 2,3 milhões de hectares em todo o Pantanal só neste ano são consequência das “altas temperaturas”, tal como acontece na Califórnia, EUA, que também vive o pior incêndio de sua história em suas matas.

Ainda conforme Bolsonaro, “a nossa floresta é úmida, e não propaga incêndios”, em alusão à Amazônia e como o país  perto de se tornar o maior produtor mundial de alimentos existe interesse em “propagar a desinformação”. Ele frisou que focos criminosos de incêndio foram combatidos. “Preservamos 66% da nossa vegetação nativa, usando 27% das terras do território para agropecuária e agricultura”, explicou. 

Pandemia

Em relação ao enfrentamento do coronavírus no Brasil, Bolsonaro disse que haviam dois problemas para serem resolvidos: o vírus e o desemprego e “ambos deveriam ser tratados igualmente”. “Nosso governo, de forma arrojada, tomou todas as medidas de isolamento e restrições de liberdade foram delegadas a cada um dos 27 governadores das unidades da Federação”, frisou, reforçando que delegou as medidas de enfrentamento da pandemia à estados e municipíos. A falta de um posicionamento da União em relação ao combate ao vírus, sobretudo no início da pandemia, é uma das críticas de especialistas no combate ao coronavírus.

Economia

O presidente ainda citou o Auxílio Emergencial como um dos maiores programas do mundo de socorro aos efeitos econômicos causados pela pandemia e afirmou que foram destinados U$S 100 bilhões para a saúde. 

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