Carne de cavalo era vendida como se fosse bovina por fazendeiros, diz PC

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Polícia Civil deflagra operação contra furto e abate clandestino de gado

A Polícia Civil do Espírito Santo descobriu, em meio á Operação Abigeatus, que investiga duas organizações criminosas que atuam no furto e abate clandestino de gado no Estado, que fazendeiros da região também vendiam carne de cavalo como se fosse bovina. 

A todo, serão cumpridos dez mandados de prisão e 16 de busca e apreensão nos municípios de Viana, Cariacica e Santa Leopoldina. Mais de 100 policiais civis participam da ação, coordenada pela Delegacia de Segurança Patrimonial.

 

Em entrevista ao jornal A Gazeta,  o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, afirmou que os animais sacrificados eram transformados em carne para a venda.

“(os proprietários) Estavam matando cavalo e produzindo a carne, a linguiça, embutidos. Eles furtavam cavalo doente na pista, boi doente, animal que foi sacrificado por algum acidente e transformavam em carne para vender para a população”, explicou.

Segundo o delegado Gianno Trindade, chefe do Departamento de Segurança Patrimonial, o consumo dessa carne pode provocar várias doenças. “Estamos há três meses investigando responsáveis pelo abate clandestino de gado e fornecimento final ao consumidor dessa carne. O interior do supermercado há carnes que estão fora de validade, segundo o Idaf. Temos indícios de que supermercados, açougue e restaurantes compraram essa carne”, comentou.

Um dos alvos presos durante a operação é o dono de uma chácara em Vila Cajueiro, em Cariacica, que é suspeito de roubar gado de propriedades rurais e vender. Na chácara também foi apreendida uma carcaça de um ônibus velho que estava cheia de sacos de trigo que teriam sido furtados. 

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