Inflamação na medula suspendeu testes da vacina de Oxford para Covid, diz jornal

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A vacina produzida pela AstraZenec em parceria com a Universidade de Oxford, uma das mais promissoras do mundo para o novo coronavírus (Covid-19) teve sua terceira – e última – fase de testes suspensa na última terça-feira (8), devido a complicações em um paciente. Em comunicado, a farmacêutica não detalhou quais foram essas reações. Porém, segundo avançou o jornal estadunidense New York Times, o motivo para tal seria uma inflamação na medula espinhal observada em um voluntário.

Sob condição de anonimato, uma fonte, que faz parte do processo de testes, informou ao New York Times que o paciente havia se inscrito em um ensaio clínico da terceira fase, com base no Reino Unido. Durante os testes, o voluntário descobriu que tinha mielite transversa, uma síndrome inflamatória que afeta a medula espinhal e costuma ser desencadeada por infecções virais.

Ainda não se sabe se o dianóstico do paciente está diretamente relacionado à vacina da AstraZeneca. Por isso, o imunizante foi suspenso em seu período de testes. O Brasil participa do estudo através de parceria com a Fiocruz. 

Em comunicado, a empresa descreveu a suspensão como uma “ação de rotina que deve acontecer sempre que houver uma doença potencialmente inexplicada em um dos testes, enquanto ela é investigada, garantindo a manutenção da integridade dos testes”.

A companhia, porém, não quis comentar o suposto diagnóstico de mielite transversa. “O evento está sendo investigado por um comitê independente e é muito cedo para concluir o diagnóstico específico”, disse a empresa.

Na terça-feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu o aviso da empresa e disse que aguarda envio de mais informações para se posicionar oficialmente. “A decisão de interromper os estudos foi do laboratório, que comunicou os países participantes. A Anvisa já recebeu a mensagem e vai aguardar o envio de mais informações para pronunciar oficialmente”, diz a estatal em nota. 

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