PM diz que não usou atiradores de elite em manifestação de servidores

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Policiais postados no teto da ALMG vigiam a manifestação

Os manifestantes que foram até a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) protestar contra a reforma da Previdência proposta pelo governador Romeu Zema (Novo) foram surpreendidos com um esquema de segurança que incluiu fechamento de ruas, tropas de choque e até policiais posicionados no telhado do prédio da ALMG.

Muitos manifestantes se referiram a eles como “atiradores”, em alusão aos “snipers”, agentes especializados em tiros de precisão. No entanto, de acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), não foi empregado esse recurso na atuação na manifestação da manhã desta terça-feira.

No entanto, a corporação não esclareceu a função desempenhada pelos policiais que estavam no topo do prédio e não respondeu se eles estavam armados.

“A PMMG esclarece ainda que não há atiradores de elite empregado no evento, sendo esse emprego restrito a ocorrências de alta complexidade, principalmente as com refém”, disse a corporação, por meio de nota.

Ainda de acordo com o texto, a PM acompanhou a manifestação nos termos do art. 144 da Constituição Federal, que estabelece que a segurança pública é dever do Estado e deve ser exercida para a preservação da ordem pública, das pessoas e do patrimônio.

A ALMG também instalou grades em todas as entradas. Em nota, o Legislativo estadual disse que pauta sua atuação para garantir a continuidade das atividades institucionais, mas de modo a preservar a saúde e a segurança das pessoas no âmbito das suas dependências. De acordo com o texto, esse cuidado se tornou ainda mais importante no contexto da pandemia, que exigiu uma série de medidas destinadas a evitar aglomeração de pessoas.

“Entre essas ações, destacam-se a priorização do trabalho remoto, por parte de parlamentares e servidores, e a restrição de acesso ao público externo aos ambientes da Assembleia, medidas reforçadas recentemente pela instalação de grades no entorno do Palácio da Inconfidência”, diz o texto.

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