Kalil rebate crítica de concorrentes sobre cidade abandonada: ‘Ninguém me ligou’

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Kalil começar a fazer de fato sua campanha nesta semana

O atual prefeito de Belo Horizonte e candidato à reeleição, Alexandre Kalil (PSD), rebateu as críticas que vem sofrendo dos demais candidatos nas eleições municipais deste ano, principalmente daqueles que constantemente dizem que a cidade está abandonada. O mandatário ainda afirmou que nenhum dos outros 14 postulantes ligou para ele com o intuito de saber como está a real situação da capital.

Em entrevista ao Café com Política, da Rádio Super, na manhã desta segunda-feira (5), Kalil lembrou do trabalho que fez por causa das chuvas do início do ano e pela pandemia. “Foi a maior chuva da história de Belo Horizonte. A cidade está pronta! Nós não recebemos um tostão de ninguém. Depois vem uma pandemia desastrosa, e vem falar que a cidade está abandonada? Isso é falta de respeito com esse funcionalismo todo que trabalhou esse ano como nunca”, afirmou.

“São 15 candidatos. Eu quero dizer para a população da cidade que eu não recebi um telefonema, sem exceção. Não estou falando de emenda para ajudar. Eu falo de nenhum telefonema de solidariedade, de tão preocupados que eles estão com essa cidade. Agora, esse pessoal que fez isso tudo aí não presta, tem que sair, a cidade está abandonada?”, questionou.

Atraso na campanha

O candidato apontou quais são os motivos de ele ainda não iniciar de fato a sua campanha, assim como não ter começado antes a dar entrevistas e participar de debates. Segundo ele, isso aconteceu porque é muito ocupado, justamente pelo fato estar cumprindo o seu mandado como chefe do Executivo.

“Eu trabalho. Eu estou cheio de coisa para fazer. Eu não sou um desocupado. Então, quem tem cuidado de uma cidade em pandemia, com o comércio estrangulado, com bares e restaurantes quebrando, com desemprego, não pode sair fazendo campanha. Eu vou começar a fazer minha campanha agora, mas eu tenho o que fazer. Eu sou prefeito de Belo Horizonte até 31 de dezembro. Isso é o meu compromisso com a população”, explicou.

“Se eu tenho que tirar um tempo agora para campanha, porque eu sei que vai virar assunto, tudo bem. Mas eu tenho o que fazer. Eu não posso ir em debate fechado com 60 pessoas, ninguém testado, porque eu faço parte do grupo de risco. Eu quero proteger a minha população, minha família e a mim. Então, não é igual todo mundo está pensando, pois é uma coisa diferente. Eu mesmo não sei o que fazer. Eu tenho que trabalhar, estou aqui dando entrevista, acaba 9h, vou para a prefeitura, depois tenho reunião e de tarde tenho outra reunião. Campanha quem pode fazer é deputado, eu sou do Executivo”, completou o político.

Pesquisa

Kalil também comentou a pesquisa DataTempo/Quest, cujo levantamento aponta-o com 53% das intenções de voto. Nesse cenário, ele ganharia as eleições já no primeiro turno.

No entanto, o candidato disse que ainda é muito cedo para comemorar algo. “É muito cedo. Eu acho que as pesquisas refletem um trabalho que foi feito durante três anos, e não o que é hoje, ou o que aconteceu esse ano na cidade de BH. Nós temos desafios enormes pela frente”, contou.

Economia

Alexandre Kalil enfatizou o plano de recuperação econômica da cidade, priorizando a geração de empregos. Porém, ele lembrou que não é dever da prefeitura fornecer trabalho para os cidadãos, mas propiciar melhores condições às empresas para tal.

“Nós temos aí uma recuperação do empresariado e geração de emprego. Isso é uma coisa que nos preocupa muito hoje, e isso é muito mais importante que uma corrida eleitoral. Essa conversa de que a prefeitura vai resolver emprego é mentira, tá?”, apontou.

“O que resolve é ajudar o empresariado, o comerciante e o prestador de serviço, para que ele tenha menos despesas de taxas, de impostos, para que ele possa empregar mais, e que o governo federal mantenha esse propósito de diminuir esse custo absurdo que é a folha de pagamento”, destacou Kalil.

Vice

O postulante também explicou o que motivou a troca de candidato a vice-prefeito. Hoje em dia, o cargo é ocupado por Paulo Lamac (Rede), porém, nestas eleições, quem compõe a chapa à reeleição de Kalil é o ex-secretário de Fazenda Fuad Noman (PSD).

“O Paulo colocou bem claro que seu plano não era continuar como vice-prefeito. Isso foi uma opção tomada com ele, então não houve nada contra ele. Segundo, que o Fuad foi o meu baluarte da Prefeitura de Belo Horizonte. Nós pegamos a PBH devendo R$ 600 milhões, e reconstruímos a cidade com nenhum tostão de ninguém”, disse.

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