Polícia diz que jovem confessou assassinato de padre em Manhumirim, MG

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Um jovem de 22 anos confessou, durante depoimento à Polícia Civil, que matou o padre Adriano da Silva Barros, de 36 anos. O religioso desapareceu na terça-feira (13) e o corpo foi encontrado carbonizado na zona rural de Manhumirim, na noite desta quarta-feira (14). O rapaz foi preso pela Polícia Militar após relato de uma testemunha que o viu perto da área do crime.

“Ele disse que matou o padre durante uma discussão, quando tentou extorquir da vítima um determinado valor em dinheiro sobre o argumento que mantinha uma relação amorosa com a vítima e exigia dinheiro dela para não divulgar essa relação”, disse o delegado chefe regional, Carlos Roberto Souza da Silva.

No entanto, a Polícia Civil trata o crime como latrocínio, porque pertences do pároco, como celular, carteira e o veículo, desapareceram. Ainda segundo o delegado, o rapaz relatou que cometeu o ato sozinho, mas as investigações sinalizam o envolvimento de duas ou mais pessoas que teriam ajudado no homicídio e a apagar evidências do crime.

“A vítima era robusta, pesando 90kg ou mais e isso dificultaria algumas situações. Ele foi embarcado no próprio veículo, transportado até a zona rural de Manhumirim, onde foi desembarcado, arrastado e incendiado com gasolina. Essa ação praticada por um único indivíduo é extremamente difícil”, acrescentou o delegado.
 

De acordo com a Polícia Civil, a circunstância do crime, apesar do depoimento do suspeito, ainda não está esclarecida.

“A partir do momento que houve a negativa da extorsão, pode ter havido uma resistência, tentativa de fuga e aí a vítima teria sido morta para que não procurasse as autoridades”, afirmou o delegado Carlos Roberto.

O delegado informou que a polícia está preparando uma representação junto ao Poder Judiciário para expedição da prisão do segundo envolvido e outros suspeitos, que estarão sendo investigados para elucidação do homicídio.

G1 não conseguiu contato com a defesa do suspeito.

Carlos Roberto Souza Silva, delegado geral da Polícia Civil – chefe regional da PCMG em Manhuaçu — Foto: Reprodução

Veículo é procurado

A Polícia Militar informou que o jovem preso foi visto entrando no suposto veículo do pároco em Manhumirim, na terça-feira (13). Diante disso, o rapaz informou aos policiais que repassou o automóvel para um terceiro suspeito, com o intuito, também, de se desfazer das provas.

O veículo utilizado pelo padre ainda não foi localizado. A Polícia Rodoviária Federal informou que ele foi visto passando por Teresópolis (RJ), por volta de 5h da manhã dessa quarta-feira.

Entenda o caso

Adriano da Silva Barros estava desaparecido desde terça-feira (13). Segundo a Polícia Militar, o padre teria ido visitar a mãe, que está doente, em Martins Soares (MG), e retornaria para Simonésia (MG), onde é vigário, para celebrar uma missa na paróquia.

 

O religioso foi visto por último deixando a irmã em Reduto (MG), por volta das 13h. Ela foi a última pessoa que teve contato com ele.

No início da noite dessa quarta-feira (14), a polícia foi acionada por um morador do Córrego Pirapetinga, em Manhumirim, ao perceber que havia um fogo no seu terreno e, ao chegar para apagar, encontrou o corpo carbonizado, que também estava com ferimentos causados por faca, segundo a perícia.

O indivíduo preso, de 22 anos e um adolescente, de 16, foram vistos por testemunhas próximo ao local onde o corpo foi encontrado. Mais tarde, devido a suspeita, eles foram detidos em casa e encaminhados para a delegacia, afim de prestar depoimentos.

Padre Adriano da Silva Barros residia em Simonésia — Foto: Divulgação

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