Asilo de Belo Horizonte é denunciado por maus-tratos e agressões contra idoso

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Um inquérito foi aberto, e denúncia será investigada pela Delegacia Especializada de Atendimento à Pessoa com Deficiência e ao Idoso, em Belo Horizonte

Um asilo na região Noroeste de Belo Horizonte tornou-se alvo de um inquérito da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) que apura uma denúncia de maus-tratos e agressões feitas por um ex-interno, um idoso de 72 anos que é deficiente visual. Ele se internou no lar no começo de novembro, mas, 11 dias depois, na última segunda-feira (23), decidiu ir embora e procurou uma delegacia em Contagem, na região metropolitana, para registrar ter sido agredido inúmeras vezes por um funcionário de 37 anos e uma outra empregada, esta de 53 anos.

Em seu relato, ele narrou ter feito o pagamento da hospedagem no lar no início do mês – uma quantia em torno de R$ 1.500 – e logo em seguida mudou-se para lá. De acordo com o que disse à polícia, as agressões começaram logo no dia em que passou a viver no asilo e ele contou ser tratado sempre de forma ríspida quantia pedia qualquer tipo de ajuda, que lhe era necessária em função de sua condição clínica. Funcionários chegaram a agredi-lo, como contou, após pedir ajuda para tarefas corriqueiras do dia-a-dia e que eles se irritavam quando eram demandados.

Além das agressões físicas, trabalhadores do asilo teriam retirado o celular do homem, privando-o de contato com a família, e teriam até mesmo pegado seu cartão do banco. Em depoimento, ele relatou que não chegou a passar a senha, tendo dito também que era prática corriqueira no asilo que o deixassem sem banho, como também não havia horário para o almoço.

Procurada, a Polícia Civil declarou que um inquérito foi instaurado para apurar a denúncia, e que a investigação segue na Delegacia Especializada de Atendimento à Pessoa com Deficiência e ao Idoso, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Diligências estão em andamento e, de acordo com a corporação, detalhes serão divulgados em “momento oportuno”.

Em nota encaminhada à reportagem de O TEMPO nesta sexta-feira (27), o advogado responsável pelo asilo sob investigação da Polícia Civil alegou que até o momento o lar não recebeu qualquer tipo de notificação, intimação ou citação de instauração de procedimento sobre a denúncia. Ele declarou por e-mail que a casa de repouso está “tomando todas as medidas cabíveis contra todas as falsas acusações e todos os responsáveis por elas, sejam elas criminais ou cíveis”.

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