Imunologista-chefe dos EUA prevê explosão de Covid-19 após Ação de Graças

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O imunologista Anthony Fauci, uma personalidade científica muito respeitada nos Estados Unidos, alertou neste domingo (29) para um forte aumento na curva de contágios por covid-19 depois do feriado de Ação de Graças, que motivou o deslocamento de milhões de pessoas pelo país. “Em duas ou três semanas, poderemos ver um novo surto além do surto atual” de novas infecções pelo novo coronavírus, alertou Fauci ao canal ABC. O cientista é diretor governamental do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas. 

Na quinta-feira passada, as famílias dos Estados Unidos comemoraram o Dia de Ação de Graças, levando ao menos 1,1 milhão de pessoas a viajar de avião no dia anterior, um recorde desde o começo da pandemia no país, em março, segundo dados da agência TSA, responsável pelos controles de segurança nos aeroportos.

“Este fim de semana, com todas essas viagens, é realmente preocupante para nós”, disse o vice-secretário de saúde, Brett Giroir, à rede CNN.

“As hospitalizações alcançaram atualmente um pico de quase 95 mil. Aproximadamente 20% dos pacientes dos hospitais têm covid, portanto este é um momento muito perigoso”, garantiu o funcionário.

As internações hospitalares por covid-19 aumentaram em 46 estados dos EUA, incluindo Nevada, Ohio e Pensilvânia, de acordo com dados do jornal “The Washington Post”.

Os Estados Unidos, o país mais castigado do mundo pelo coronavírus com mais de 266 mil mortes, superaram na sexta-feira os 13 milhões de casos, segundo contagem feita pela Universidade Johns Hopkins, referência no acompanhamento da pandemia. Fauci explicou que não estava previsto flexibilizar as recomendações de não viajar ou as restrições antes do Natal.

Na Califórnia foram implementadas novas restrições diante do aumento de casos: foi decretado um toque de recolher em San Francisco e Los Angeles proibiu a maioria das reuniões públicas e privadas desde a segunda-feira. “Fechem os bares e mantenham abertas as escolas”, aconselhou Fauci. 

O imunologista tentou, porém, tranquilizar os cidadãos, recordando que em dezembro estaria disponível uma vacina para as pessoas com maior vulnerabilidade de desenvolver uma forma grave da doença. É necessário que a gente saiba que “o processo de desenvolvimento desta vacina se fez com rigor científico. A segurança não foi comprometida”, insistiu. 

As primeiras doses da vacina contra a Covid-19 das empresas Pfizer e BioNTech chegaram aos Estados Unidos vindas da Bélgica, noticiaram neste domingo vários meios de comunicação dos Estados Unidos. A vacina da Pfizer/BioNTech afirma ter uma eficácia de 95% contra o vírus. “É uma vacina capaz de salvar vidas”, disse Giroir. “É assim que venceremos a pandemia. É a luz no fim do túnel”, garantiu.

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