Ônibus da GIL não estão rodando em Juiz de Fora nesta quinta-feira, afirma Settra

0

A Secretaria de Transporte e Trânsito (Settra) informou que os ônibus da Viação Goretti Irmãos Ltda (GIL), que atendem aos bairros da região Leste e Sudeste de Juiz de Fora, não saíram da garagem nesta quinta-feira (25).

A pasta informou que vans escolares estão realizando as linhas da Goretti Irmãos pelo valor cobrado da tarifa de ônibus, que é R$3,75.

A Settra também afirmou que entrou com uma ação contra a empresa no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) por descumprimento da lei da greve. Em último acordo realizado no início de novembro, foi estabelecido que 50% da frota da viação estava obrigada a rodar.

Desde o fim de outubro, parte dos motoristas e cobradores da GIL está com as atividades paralisadas por falta de pagamento. No dia 13 de novembro, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Juiz de Fora (Sinttro-JF) propôs aos funcionários o Programa de Demissão Voluntária.

G1 entrou em contato com a GIL e o Sinttro para saber mais informações, mas até a última atualização desta matéria não havia retorno

Na quarta-feira (25), foi registrada uma confusão na garagem da empresa e a Polícia Militar (PM) foi acionada no local. De acordo com o vice-presidente do sindicato, Claudinei Janeiro, teria chegado ao conhecimento dos funcionários a especulação de que a GIL iria decretar falência.

A Settra e a Astransp informaram ao G1 que, até a manhã desta quinta-feira (26), não receberam nenhum pedido oficial de decreto de falência da Goretti Irmãos.

Greves

Desde março de 2020, Juiz de Fora enfrentou oito paralisações, greves ou manifestações que afetaram o funcionamento do transporte coletivo na cidade. Os atos foram motivados por atrasos no pagamento dos salários, benefícios e outras questões contratuais, que foram agravadas por uma crise financeira em virtude da pandemia da Covid-19.

Em 30 de outubro, parte dos motoristas e cobradores da GIL iniciaram a paralisação das atividades paralisadas. Segundo o Sinttro, os trabalhadores alegam atrasos e descumprimento com obrigações contratuais, como pagamento de salários, tíquete-alimentação, cesta básica e plano de saúde.

Por causa da situação dos funcionários, a entidade sindical organizou na última semana uma campanha de arrecadação de alimentos para as famílias de mais de 580 cobradores e motoristas.

Crise da GIL

Mesmo após reuniões no Ministério Público do Trabalho (MPT) ao longo do mês de novembro, a Settra, GIL e o sindicato não conseguiram chegar em um acordo para solucionar o problema dos trabalhadores e dos usuários que são atendidos pela empresa.

O Sinttro propôs aos funcionários a adesão ao Programa de Demissão Voluntária (PDV). A medida é uma alterativa para que os trabalhadores consigam receber as verbas pendentes. Até esta quinta-feira (26), não há definição sobre o assunto.

A entidade sindical também propôs a devolução das linhas da GIL para o Município e que as outras viações de Juiz de Fora assumam as linhas e os funcionários.

Em outubro, a Settra determinou a transferência de linhas de ônibus pertencentes à GIL para o Transporte Urbano São Miguel Ltda (Tusmil) em Juiz de Fora. As duas empresas integram o Consórcio Manchester.

A determinação tinha prazo temporário de 30 dias e venceu no dia 11 de novembro e ainda estão sendo feito estudos para definir se será renovada. A decisão ocorreu após um parecer técnico demonstrar a descontinuidade da prestação do serviço da empresa. As linhas afetadas foram: Floresta (302), Retiro (306), Bom Jardim (413), São Sebastião/Via Bonsucesso (430) e São Benedito (431).

Deixe um Comentário

Deixe um comentário
Digite seu nome aqui