PF conclui inquérito e indicia homem após ameaças contra Bolsonaro

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Presidente Bolsonaro participou de cerimônia em Três Corações (MG) — Foto: Fernanda Rodrigues/G1

As investigações da Polícia Federal concluíram que um homem que fez ameaças na internet contra o presidente Bolsonaro em Três Corações (MG) teve a intenção de atentar contra o presidente. O caso era investigado desde dezembro de 2019, após o homem publicar vídeos em redes sociais em que aparece falando de um suposto plano para atacar Bolsonaro durante visita à cidade.

Na época, o homem de 25 anos foi conduzido à delegacia. O G1 entrou em contato com a Polícia Federal, que informou que ele não está preso.

A conclusão do inquérito foi encaminhada para a Justiça Federal e para o Ministério Público Federal que deve decidir se apresenta denúncia. Ele foi indiciado pelo crime de atentado contra a liberdade pessoal do presidente, previsto no artigo 28, da Lei de Segurança Nacional. A pena pode chegar a até 12 anos de prisão, se condenado.

O caso

O suposto atentado veio a tona após a presença do presidente Jair Bolsonaro em cerimônia de formatura na Escola de Sargentos das Armas (ESA), no dia 29 de novembro de 2019.

O homem, que trabalhava como terceirizado no local foi levado para a delegacia da Polícia Federal de Varginha (MG), após apurações identificarem que o preso havia publicado em uma rede sociais mensagens e textos e vídeos, com menções de atacar o presidente.

Na época, um dos vídeos chamou atenção da polícia onde o preso mostrava que usaria um instrumento não identificável por detectores de metal. Ao longo das investigações, a Polícia Federal conseguiu mandados de busca e apreensão, cumpridos em Três Corações e Alfenas (MG).

Além disso, ouviu testemunhas e fez o cruzamento de informações que constavam no material apreendido e periciado. Na época, o rapaz teria confessado que produziu o material contra o presidente, mas alegou que fez as postagens por ironia e inconformismo político.

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