Policial inativo que matou motorista de aplicativo com 12 tiros será internado

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Júri durou a madrugada toda

O Tribunal do Júri de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, determinou que o policial militar inativo acusado de matar um motorista da Uber com 12 tiros fosse internado em um hospital psiquiátrico por um ano. 

A decisão é chamada de absolvição imprópria, quando a pena que deveria ser estabelecida para uma pessoa não é aplicável devido ao acusado não ter condições de avaliar as consequências de seus atos no momento do crime.

O réu de 50 anos deverá ficar internado em hospital psiquiátrico pelo prazo mínimo de um ano. Ao fim do período deve-se avaliar se ele não apresenta mais periculosidade para a sociedade para que ele possa ser liberado.

O crime ocorreu em fevereiro do ano passado em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. A vítima atirou no motorista por doze vezes, de surpresa, pelas costas e sem motivo aparente.

O réu confessou o crime e disse que se assustou quando o motorista desviou do caminho habitual indo em direção à Vila Marimbondo.

O Ministério Público sustentou a tese que o réu deveria ser internado por não ter consciência dos seus atos e pela necessidade de se tratar.  Já a defesa queria que o acusado fosse inocentado porque teria agido em legítima defesa em uma situação de perigo. 

Durante as investigações peritos concluíram que o policial era incapaz de entender o caráter criminoso do assassinato. Ele teria misturado álcool com quetamina, substância encontrada em medicamentos.

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