‘Se o governo federal não comprar vacina é caso de guerra’, declara Kalil

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Kalil acredita que embate será deixado de lado se o imunizante for aprovado

O prefeito reeleito por Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), comentou nesta quarta-feira (2) sobre a polarização em torno da vacina contra o novo coronavírus que está em teste no Instituto Butantan. O imunizante tem sido alvo de embate entre o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Na avaliação de Kalil, caso a disputa política prejudique o combate à pandemia da Covid-19, o caso se tornará uma guerra judicial. “Eu não acredito que na hora que sair a vacina, seja qual for, não vai se comprar por briga política. Porque aí nós temos o Supremo Tribunal Federal, nós temos o Congresso. (…) Então, nós temos vários órgãos para proteger a população do Brasil”, declarou Kalil durante entrevista ao programa Em Foco, da Globo News.

“O que pode acontecer é faltar insumo. Isso pode acontecer. Mas se não comprar é caso de guerra. É caso de Supremo, é caso de Congresso, é muito grave”, comentou o prefeito de BH.

Conforme o gestor, a capital mineira se preparou para imunizar os moradores e já tem no estoque dois milhões de seringas, além de verba para adquirir mais um milhão, caso seja necessário. “Todo mundo quer tomar vacina o mais rápido possível. Quem leva a coisa a sério, isso aí não pode brincar”, disse.

Kalil acredita que, se o imunizante for aprovado pelos órgãos competentes, Doria e Bolsonaro vão deixar a disputa de lado. “Há um desespero da população mundial (na espera pela vacina)”, ressaltou.

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