Dupla é presa em BH após golpe do falso consórcio em ao menos 64 vítimas

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Os policiais apreenderam dois carros de luxo, cada um avaliado em R$ 130 mil

Após mais de seis meses de investigações, a Polícia Civil  prendeu no bairro Santa Efigênia, região Leste de Belo Horizonte, dois homens, de 24 anos, que aplicavam o golpe do falso consórcio. Em coletiva, na manhã desta quinta-feira (7), a instituição informou que 64 vítimas já denunciaram a dupla, e outras pessoas lesadas podem aparecer. 

“Nós começamos a receber várias vítimas na delegacia que relatavam que eram vítimas do mesmo golpe praticado por uma empresa. É o golpe da carta contemplada com alguns detalhes mais desenvolvidos pelo fato que eles anunciavam na internet um bem específico: um veículo placa tal, ano tal. Quando a pessoa chegava para adquirir esse veículo já com o valor de entrada – uma vez que havia negociações por aplicativos de mensagens – ela era informada que não existia o veículo, mas existia um consórcio com um valor baixo de entrada, que poderia ter os bens que escolhesse e dentro de 15, 30, 40 dias receberia. Evidentemente, essas cartas não eram contempladas e as pessoas ficavam no prejuízo”, explicou o delegado Rodrigo Damiano. 

Segundo o policial, os investigados anunciavam, além de carros, motos, tratores e imóveis. Nos anúncios eram colocados preços abaixo do mercado, o que atraía as vítimas, geralmente mais humildes. 

As prisões em flagrante aconteceram nessa quarta-feira (6) em um prédio na rua Padre Rolim, onde 24 pessoas trabalhavam. 

“É um escritório grande, eles captavam clientes no Estado todo. Os funcionários estão na condição de investigados, eles não foram presos em flagrante porque foi entendido que, naquele momento, não havia elemento mais robusto contra eles”, detalhou o policial. 

Grupo é da Bahia

Ainda conforme a polícia, a dupla é da Bahia e trouxe funcionários do Estado para o trabalho. 

Os homens atuavam em Minas Gerais desde janeiro de 2020, e ostentavam uma vida de luxo nas redes sociais. Os policiais aprenderam dois carros de luxo, cada um avaliado em R$ 130 mil. 

“Eles dizem que fazem um contrato normal, que as pessoas sabem que é apenas um contrato de consórcio, que eles não prometem contemplação, mas quando a gente vê as conversas, as negociações fica claro que essas pessoas foram induzidas ao erro”, contou o policial. 

Enganação 

Uma das vítimas dos golpistas é do interior de Minas e tinha a intenção de adquirir um trator para o sustento da família. 

“Essa pessoa tinha um trator, vendeu para comprar um novo e agora ela está sem nada. Era um meio de subsistência dela. Tivemos vítimas que, nessa pandemia, procuravam motos para que pudessem rodar em aplicativos e ficaram no prejuízo”, explicou o delegado. 

Cuidado! O golpe ‘taí’

O delegado alerta para que outras pessoas não caiam no mesmo golpe. “Se você procura um bem para comprar de forma imediata, consórcio não é a opção. Se viu um anúncio na internet oferecendo um bem específico, você vai até o local e esse bem não existe é preciso ligar o alerta e não fechar negócio. A Polícia Civil também deve ser acionada”, finalizou Damiano.

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