Jovem de 25 anos é condenado a 18 anos de prisão após a realização de um júri popular em Divinópolis; por morte de esposa que se recusou a ter relações sexuais

0
Foto de arquivo, protesto realizada pela família da vitima no dia 11 de janeiro de 2020 — Foto: Reprodução/TV Integração

Via G1 Centro-Oeste

O jovem de 25 anos, acusado de ter matado a esposa de 23 anos a facadas e por asfixia em dezembro de 2019, foi condenado a 18 anos de prisão após a realização de um júri popular nesta quarta-feira (23). A sentença definiu Neivan Mourão Froes como culpado de feminicídio quadruplamente qualificado.

Há um prazo de cinco dias para que a defesa recorra da sentença, segundo o juiz Mauro Riuji. Ao G1 o advogado do condenado, Sergio Antônio Campos Freitas, disse que estuda a possibilidade de recorrer da sentença.

O júri foi finalizado às 16h30 e, conforme a sentença, levou em consideração o motivo fútil, assassinato mediante asfixia e impossibilidade de defesa da vítima, tornando o feminicídio como crime hediondo quadruplamente qualificado perante a Justiça.

Motivo fútil

Na época, o condenado disse à polícia que matou Janaína Figueiredo porque ela teria se negado a ter relações sexuais com ele. Familiares da vítima foram para o Fórum e acompanham os trabalhos da Justiça.

De acordo com o juiz da 2ª Vara Criminal, Mauro Riuji, participaram do júri popular cerca de sete pessoas que foram escolhidas por meio de sorteio.

O crime

Conforme a Polícia Civil, o irmão da vítima contou ter recebido uma mensagem do cunhado falando que teria matado a esposa porque ela se recusou a ter relação sexual com ele.

De acordo com a Polícia Militar (PM), a jovem já estava morta quando os militares chegaram à casa do casal no Bairro Fábio Notini. O autor foi encontrado com vários cortes pelo corpo e deitado no chão ao lado da vítima.

Investigação

celular do jovem chegou a ser periciado. Em entrevista ao G1 na época, o delegado da Polícia Civil que estava a frente do caso, Rodrigo Noronha, disse que as investigações sobre a motivação do crime, a princípio, partiram mesmo da recusa da vítima em ter relações sexuais com o autor. Apesar disso, a polícia não descartou outras hipóteses.

“Surgiu a informação de que ele teria praticado tal ato ao se desentender com a companheira por uma questão de relação sexual. Os celulares foram apreendidos para a realização da perícia e essas supostas mensagens estariam nestes telefones. Vamos investigar”, disse na época.

Manifesto

Em janeiro de 2020, familiares e amigos de Janaína fizeram uma manifestação no Centro da cidade para chamar a atenção da sociedade sobre o crime de feminicídio. Na época, o irmão dela, Wellington Figueiredo, falou sobre como estava a vida da família após a perda da irmã.

“O crime de feminicídio está muito grande no país, tinha dois anos que Divinópolis não tinha esse crime. Não quero que aconteça com outras famílias o que aconteceu com a nossa, essa dor é demais e toda vez que eu lembro, ela aumenta ainda mais”, desabafou em entrevista na época.

Deixe um Comentário

Deixe um comentário
Digite seu nome aqui