Covid-19: dez detentos testam positivo; no Presídio de Divinópolis

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Atual Presídio de Divinópolis, anteriormente chamado de Presido Floramar

Via G1 Centro – Oeste 

Dez detentos do Presídio de Divinópolis testaram positivo para a Covid-19 na última semana. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), por meio do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG). Em 2020, um detento da unidade, de 64 anos, morreu em decorrência da doença.

A Sejusp esclareceu que outros 76 presos que dividiam celas com detentos contaminados ficarão isolados em suas próprias celas, apesar de não apresentarem sintomas. A Secretaria também pontuou que não haverá testes em massa na unidade, uma vez que os testes ocorrem somente quando a pessoa apresenta sintomas.

Visitas

Em setembro de 2020, o Depen-MG iniciou a retomada gradual das visitas presenciais no sistema prisional. A situação da visitação de cada uma das unidades prisionais é atualizada às quintas-feiras no site do Depen-MG, conforme a classificação das macrorregiões nas ondas do programa “Minas Consciente”. As regras passam a valer para o fim de semana de visitação subsequente.

Desde o dia 5 de março, a macrorregião Oeste – a qual Divinópolis faz parte – está na Onda Vermelha e, por isso, as visitas presenciais seguem suspensas.

Ações preventivas nas unidades prisionais

 

Desde o início da pandemia, a Sejusp tem adotado uma série de medidas para prevenir a disseminação do coronavírus nas unidades prisionais. Veja abaixo:

Unidades portas de entrada: todas as pessoas presas em Minas Gerais estão sendo encaminhadas para uma unidade específica em cada região e ficam, pelo menos, 15 dias, em quarentena e observação, evitando possível contágio caso fossem encaminhadas de imediato para outras unidades. Após a observação e atestada a sua saúde, são encaminhadas para as demais unidades prisionais do Estado. No Centro-Oeste, Bom Despacho e Dores do Indaiá estão entre as 30 unidades de Minas Gerais que funcionam como centros de triagem.

Retomada gradual das visitas: as unidades prisionais receberão visitas presenciais, seguindo os protocolos previstos para a onda da macrorregião na qual estão localizadas, exceto aquelas que são classificadas como portas de entrada. Os familiares também podem ter contato com seus parentes de outras três formas: por meio de cartas, ligações telefônicas ou videoconferências nas unidades em que essa tecnologia já está disponível.

Cuidados com quem já está preso: no caso de presos que já se encontram no sistema prisional, caso apresentem sintomas da Covid-19, o protocolo é o seguinte – isolamento imediato, realização de exames e, em caso de confirmação, tratamento segundo protocolo da área da Saúde. Em todas as unidades em que há presos com Covid-19 confirmados, a desinfecção do ambiente também é imediata e todos os demais detentos passam a usar máscaras, de forma preventiva.

Evitar o contágio via profissionais de segurança: os profissionais estão com as escalas de trabalho dilatadas, de forma a diminuir a circulação desses servidores intra e extramuros.

Evitar a circulação de presos para realização de audiências: foram instalados equipamentos para a realização de videoconferências judiciais em todas as unidades prisionais que estão, aos poucos, se adaptando para uso dessa ferramenta. Com isso, evita-se o deslocamento da maioria dos presos para o ambiente extramuros e diminui-se o risco de contágio pelo coronavírus.

Presos estão produzindo máscaras durante a pandemia — Foto: Sejusp/Divulgação
Limpeza das unidades é realizada periodicamente, segundo a Sejusp — Foto: Sejusp/Divulgação

Limpeza geral e desinfecção de ambientes: as áreas estruturais como celas, pátios, áreas administrativas e técnicas, portarias, guaritas e, também, veículos estão passando por higienização reforçada, semanal, durante a pandemia.

Máscaras e EPIs: o sistema prisional produz máscaras para uso nas próprias unidades e segurança de todos. Nas unidades prisionais já foram produzidas 4,5 milhões de máscaras pelos detentos. Todos os servidores são obrigados a circular no interior das unidades de Equipamentos de Proteção Individual (EPI). Os presos também utilizam máscaras quando estão com algum sintoma suspeito ou quando pertencem às alas ou pavilhões onde outro detento foi testado positivo para a doença.

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