Decisão sobre reabertura ou continuidade das restrições em Belo Horizonte será anunciada hoje (19)

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Prefeito Alexandre Kalil (PSD) vai conceder coletiva de imprensa às 14h, em que também vai anunciar novidades para as escolas da capital, fechadas há mais de um ano

Via G1 Minas Gerais 

Desde que o governador Romeu Zema (Novo) anunciou, na última quinta-feira (15), que Belo Horizonte, assim como 70% dos municípios mineiros, não faz mais parte da onda roxa, que obriga serviços e atividades não essenciais a fecharem as portas, a expectativa entre os belo-horizontinos é grande. Afinal, a capital vai ou não continuar com lojas, shoppings, restaurantes e clubes fechados?

Depois de três dias de reuniões a portas fechadas, a decisão do Comitê de Enfretamento à Covid-19, da Prefeitura de Belo Horizonte, será finalmente conhecida na tarde desta segunda-feira (19). Uma coletiva de imprensa foi marcada para as 14h, com presença do prefeito Alexandre Kalil (PSD).

Além de falar “sobre a situação da pandemia na cidade”, como costuma aparecer nas pautas das coletivas de imprensa do prefeito, uma novidade chama a atenção desta vez: ele também vai tratar da “volta às aulas presenciais”. As escolas, públicas e privadas, estão fechadas em Belo Horizonte desde março de 2020.

Como em todas as coletivas mais importantes, o G1 vai transmitir tudo ao vivo, a partir das 14h.

Indicadores melhoram, mas situação segue grave

Depois de mais de 40 dias de fechamentoBH já começa a ter um alívio nos indicadores de monitoramento da Covid-19. O número de transmissão por infectado, que chegou a 1,27 no dia 11 de março, no alerta amarelo, caiu para 0,87 na sexta-feira (16), último dado divulgado.

A taxa de ocupação de leitos de enfermaria, que também chegou ao alerta vermelho, está no alerta amarelo, com 63,5%.

A ocupação de leitos de UTI é que continua sendo o grande gargalo: o indicador segue em alerta vermelho, com 86,9% de ocupação. No mês passado, as unidades de terapia intensiva chegaram a registrar fila de espera.

Apesar de a prefeitura negar a fila, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais da capital mineira chegou a afirmar que havia 200 pacientes aguardando uma vaga em UTI no SUS, e que foram registradas mortes por falta de assistência adequada.

A prefeitura disse que, só em março, o número de leitos UTI Covid na rede pública subiu de 293 para 570.

Apesar da melhora dos indicadores, Carlos Starling, infectologista que integra o comitê, enfatiza que este ainda é o pior momento da pandemia. “O último mês foi um dos períodos mais críticos desta epidemia. A gente já sabia que março e abril seria barra pesadíssima”.

O ponto que pode ser decisivo para a reabertura ou não neste momento é a disponibilidade de insumos, avaliou Starling.

“O ponto crítico do momento é a disponibilidade de insumos. Se você tem um pouquinho de folga na UTI, não tem de insumos. Qualquer aumento que tiver é fatal para quem tiver que ir para o hospital. Aumentar ocupação é um risco”.

 

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