O que Galvão tem a ver com a aproximação entre a Globo e o governo?

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No decorrer desta semana ficamos sabendo que a TV Globo voltou a ser a emissora que recebe a maior fatia das verbas destinadas à publicidade do governo federal, pagas por meio da Secretaria Especial de Comunicação (Secom) do Palácio do Planalto. 

Até o início de novembro, a Globo recebeu repasse de R$ 54 milhões de reais, ante R$ 50 milhões em 2020 e R$ 33,3 milhões em 2019. Record e SBT, que em 2019 e 2020 eram as duas primeiras, agora estão em segundo e terceiro lugares, com R$ 48 milhões e R$ 42 milhões, respectivamente.

Pode ser apenas uma coincidência, mas é preciso lembrar que, desde o começo do segundo semestre, o narrador Galvão Bueno é o garoto propaganda da Petrobras. Nos intervalos das transmissões esportivas, alguns dos seus famosos bordões passaram a ser identificados com um órgão do governo federal.

“Bem amigos dos Postos Petrobras… Pode isso, Agnaldo? Vai se criando um clima… Olha o que ela fez, olha o que ela fez…”

Foi esse pequeno texto que Galvão gravou, em off, e que certamente lhe rendeu uma boa grana. Quando vejo essa propaganda chego a imaginar que a voz é de algum dos seus imitadores, como Magno Navarro ou Marcelo Adnet. Talvez pelo pouco entusiasmo do próprio Galvão…

Mas isso não vem ao caso. A questão é: o presidente Bolsonaro, com a sua declarada ojeriza às Organizações Globo, foi  consultado pelo general Joaquim Silva e Luna, o chefão da Petrobras, para contratar uma estrela global?

Tudo isso parece meio conflitante com o noticiário que aponta, dia sim e dia não, as ameaças do presidente da República de cancelar a concessão da TV Globo

 

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