Assessor que indicou Barra Torres a Bolsonaro deve ganhar ministério

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Em atrito com Jair Bolsonaro após ataques do presidente à vacinação contra a Covid-19, o atual diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, foi indicado ao presidente da República pelo seu atual chefe de gabinete no Palácio do Planalto, Célio Faria Junior. A indicação foi feita em janeiro de 2020.

Segundo fontes do Planalto, o assessor presidencial indicou o nome do contra-almirante Barra Torres em uma tentativa de “balancear o excesso” de nomes oriundos do Exército que ocupavam cargos no governo federal à época. Assim como Barra Torres, Célio é militar da Marinha.

Nesse balanceamento, o chefe de gabinete também sugeriu a Bolsonaro nomes de outros dois integrantes da Marinha. São eles: o almirante Flávio Rocha, atual secretário de Assuntos Estratégicos do Planalto, e o almirante Sérgio Ricardo Segóvia, que comandou a Apex Brasil entre maio de 2019 e abril de 2021.

Retaliação?

Apesar dos atritos de Bolsonaro com Barra Torres, que tem estabilidade no comando da Anvisa até 2024, assessores palacianos dizem que Bolsonaro não deve retaliar Célio. Pelo contrário. Afirmam serem grandes as chances de ele herdar um ministério deixado por ministros que sairão do governo em abril para disputar as eleições.

Uma das possíveis pastas é a Secretaria de Governo, responsável pela articulação política do Planalto com o Legislativo. Atualmente o ministério é comandado pela deputada federal licenciada Flávia Arruda (PL), que deve deixar o cargo em abril para disputar o Senado pelo Distrito Federal este ano.

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