Com 6ª alta seguida, taxa de transmissão da Covid vai a 2,06 no DF

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A taxa de transmissão do coronavírus subiu pela 6ª vez seguida em uma semana. Nesta terça-feira (11/1), o índice ficou em 2,06. Isso significa que uma pessoa infectada pela Covid-19 transmite o vírus para pelo menos outras duas.

Essa foi uma das taxas mais altas já registradas em Brasília. O recorde aconteceu no início da pandemia, em março de 2020, quando ainda não havia distanciamento social. À época, o indicador chegou a 2,61.

O índice foi divulgado pela Secretaria de Saúde, em boletim epidemiológico. Nos últimos dias, esse indicador aumentou com muita velocidade, dia após dia na capital: na terça-feira, a taxa estava em 1,12; na quarta, subiu para 1,27. Na quinta, ficou em 1,45 e, por fim, na sexta chegou a 1,66. Nessa segunda (10/1), chegou a 2,01.

Veja o gráfico da evolução da taxa de transmissão ao longo do tempo:

gráfico mostra curva acentuado no final

Vacina em crianças

Para tentar mininizar os efeitos da pandemia na capital do país, o Governo do Distrito Federal (GDF) planeja iniciar, no próximo domingo (16/11), a campanha de vacinação contra a Covid-19 de crianças com 16,3 mil doses da vacina Pfizer.

O DF tem, no total, 268 mil crianças de 5 a 11 anos – idades já autorizadas a receber a fórmula da Pfizer pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A ideia da Secretaria de Saúde é que, a princípio, 10 mil imunizantes sejam destinados à população específica de 11 anos e as outras 6,3 mil para crianças com comorbidades e Síndrome de Down. As informações foram apuradas pela coluna Janela Indiscreta com fontes do GDF.

Após receber os imunizantes do Ministério da Saúde, os técnicos da secretaria precisam fazer o preparo, o armazenamento e a distribuição. Por isso, estabelece um prazo entre a chegada das vacinas e o início da aplicação.


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Locais de vacinação

Mais cedo, a coluna Grande Angular apurou que o GDF estuda abrir 10 postos de vacinação no DF para atender as crianças de 5 a 11 anos. A ideia é que o público infantil receba a vacina em local diferente dos adultos. Mas a decisão final deve ser tomada durante esta semana, a partir de orientação do governo federal.

A princípio, postos de drive-thru estão descartados, de acordo com a orientação do Ministério da Saúde. A logística para não confrontar crianças com adultos em filas de vacinação ainda está sendo planejada.

No último dia 4 de janeiro, o Ministério da Saúde detalhou como será a prioridade na vacinação infantil. Veja a ordem:

  1. Crianças de 5 a 11 anos com deficiência permanente ou comorbidade;
  2. Crianças que moram em lares com pessoas de alto risco para evolução grave da Covid-19; e
  3. Crianças sem comorbidades, na seguinte ordem: 10 e 11 anos, 8 e 9 anos, 6 e 7 anos e, por fim, 5 anos.

Para a imunização desse público, será necessário apresentar autorização dos pais. Caso o responsável esteja presente no momento da vacinação, não será cobrado um termo por escrito.

A intenção inicial do governo era exigir prescrição médica. Contudo, após a audiência pública realizada na terça-feira (4/1) com membros de entidades médicas, o Ministério da Saúde decidiu recuar.

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