Rússia expulsa vice-embaixador; EUA sobem o tom e ameaçam reagir

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Fachada da embaixada dos EUA em Moscou durante a noite em foto sem data — Foto: Erik Syring/Flickr/CC BY 2.0

A Rússia expulsou do país o vice-embaixador dos Estados Unidos em Moscou, Bartle Gorman, nesta quinta-feira (17), segundo informações das agências internacionais de notícias.

Inicialmente, o caso havia sido noticiado pela agência russa RIA, e em seguida foi confirmado pela agência Reuters com um porta-voz do Departamento de Estado americano.

Ainda de acordo com a RIA, fontes da embaixada americana em Moscou afirmaram que o governo de Washington responderá à medida.

Não há, até a última atualização desta reportagem, informações sobre a justificativa usada pela Rússia para esta expulsão ou quais medidas os EUA pretendem tomar.

O anúncio foi feito em um momento que os EUA acusam a Rússia de planejar uma invasão à Ucrânia, o que Moscou nega.

Nesta quinta-feira, os americanos afirmaram que a Rússia não tem cumprido com os anúncios de que vem retirando sua presença militar nas fronteiras e que inclusive tem avançado na direção contrária.

Mais de 100 mil soldados russos estão mobilizados na área que o país faz fronteira com a Ucrânia para a realização de exercícios militares.

Helicópteros militares disparam sobre o campo de treinamento de Osipovichi durante os exercícios militares perto de Osipovichi, na Bielorrússia, neta quinta-feira, 17. — Foto: Alexander Zemlianichenko Jr/AP

‘Invasão iminente’

A embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Linda Thomas-Greenfield, disse nesta quinta-feira que Rússia se dirige para uma “invasão iminente” da Ucrânia, apesar dos anúncios de retirada de tropas.

A diplomata disse ter pedido ao secretário de Estado americano, Antony Blinken, para participar, assim como ele, da reunião do Conselho de Segurança da ONU desta quinta sobre a Ucrânia.

“[Quero] sinalizar nosso intenso compromisso com a diplomacia, oferecer e enfatizar o caminho para a desescalada e deixar claro ao mundo que estamos fazendo tudo – tudo – que podemos para evitar uma guerra”, disse Thomas-Greenfield.

Aumento de tropas
O governo americano acusou, na quarta-feira (16), a Rússia de enviar pelo menos 7.000 militares a mais à região das fronteiras com a Ucrânia, apesar da promessa russa de diminuir o número de soldados na área. Veja no VÍDEO abaixo.

Nesta quinta, o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, reforçou a tese de que a Rússia não tem diminuído a presença de suas tropas na fronteira.

Austin afirmou que documentos da Inteligência americana mostram indícios de que a Rússia esteja estocando suprimentos de sangue e suas tropas estejam se aproximando da Ucrânia.

“Eu mesmo fui um soldado não muito tempo atrás”, disse o secretário de Defesa. “Eu sei em primeira mão que você não faz esse tipo de coisa sem motivo.”

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