Até 2030, população idosa representará 16,6% dos habitantes do DF

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O envelhecimento populacional tem ocorrido em todo o mundo. Um estudo recém-lançado pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) demonstrou que a capital federal segue pelo mesmo caminho.

De acordo com a pesquisa Projeções Populacionais para as Regiões Administrativas do Distrito Federal 2020-2030, o DF terá crescimento no número de idosos (com 60 anos ou mais) e queda na população jovem (0 a 14 anos), resultando num índice de envelhecimento de 95% em 10 anos. Isso significa que, a cada 100 jovens, existirão 95 idosos.

A estimativa é de que a população idosa suba de 346.221, em 2020, para 565.382, em 2030, passando de 9,3% do número de habitantes para 16,6%. Um crescimento acelerado com taxas em torno de 5% ao ano entre 2010 e 2030. Enquanto isso, os jovens cairão de 601.865 para 595.207 em uma década, deixando de ser 19,7% do percentual total para 17,5% da população. Em dez anos, a estimativa é de que o DF tenha 3,4 milhões de habitantes.

“Esse é um processo que está acontecendo no mundo inteiro. Não é particular do DF, nem do Brasil. A gente já sabia o que estava acontecendo”, afirma a gerente de Pesquisas e Estudos Quantitativos de Políticas Sociais da Codeplan, Julia Pereira.

As baixas taxas de fecundidade e aumento da expectativa de vida estão entre as causas para esse fenômeno etário. Mesmo que o estudo revele uma tendência esperada, ele serve para gerar insumos para que o governo possa lidar com a mudança de forma política. “Costumo dizer que esses estudos são importantes para o planejamento de políticas públicas”, completa.

Políticas públicas

Atualmente, o GDF conta com a Subsecretaria de Políticas para Idoso e o Conselho do Idoso, ambos vinculados à Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), para tratar dos temas ligados à terceira idade.

O grande programa da pasta dedicado aos idosos é Sua Vida Vale Muito. Em formato itinerante, o projeto circula pelas regiões administrativas do DF oferecendo serviços de saúde, bem-estar e assistência social e jurídica de forma gratuita para pessoas acima de 60 anos. Até o ano passado, já haviam sido feitos mais de 12 mil atendimentos.

Outra iniciativa é a Capoterapia em casa. Em parceria com o Instituto Ladainha IL, são atendidos 250 idosos com dinâmicas que ajudam nas pequenas tarefas cotidianas, fortalecimento dos vínculos familiares e sociais, além da promoção da inclusão digital. As inscrições podem ser feitas pelo site Capoterapia em casa.

Além disso, são feitas capacitações com o objetivo de coibir e prevenir a violência contra o idoso e ofertadas a ouvidoria e a CNH Social.

Regiões administrativas

Apesar dos dados não surpreenderem, o que chama a atenção na pesquisa é a constatação de que o envelhecimento ocorre em todas as regiões administrativas do DF. “Ficamos com a impressão de que esse processo se dava apenas em regiões de mais alta renda. Mas o estudo mostra que aparece em todas as regiões consideradas mais jovens”, explica Juliana Pereira.

O crescimento da proporção de idosos é visto em todas as RAs, desde aquelas com o topo das pessoas mais velhas, como Lago Sul, Park Way e Cruzeiro, até aquelas no fim da lista, como Sol Nascente/Pôr do Sol, SCIA/Estrutural e SIA.

Lançado em 5 de maio, o estudo seguiu a metodologia da pesquisa semelhante de 2018, com o acréscimo de uma consulta pública a especialistas em desenvolvimento urbano, habitacional e território do DF, e às administrações das regiões administrativas.

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