Centenas de professores protestam na Cidade Administrativa nesta sexta

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Com bandeiras, apitos e tambores, centenas de servidores da Educação se concentram na Cidade Administrativa, sede do Governo de Minas Gerais, em Belo Horizonte, nesta sexta-feira (6/5). Em defesa da Política do Piso Salarial, a categoria retoma paralisação e volta às ruas três semanas após a suspensão da greve, que teve início no dia 9 de março.
As caravanas, vindas de todas as regiões do estado, chegaram ainda no começo da manhã. Os manifestantes ocupam parte do hall de entrada do prédio Gerais.

“Temos representantes de todo o estado. Este é um ato em protesto ao quinto dia útil de pagamento sem o piso salarial”, afirma a coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Denise Romano.

A categoria protesta ainda contra a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), no Supremo Tribunal Federal (STF), que julga o reajuste de 33, 24% para a categoria, aprovado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), mas contestado pelo governo do estado. O recurso foi proposto pelo governador Romeu Zema (Novo) ao órgão de justiça.

“Neste caso, o governo judicializou a conquista que tivemos na Assembleia Legislativa. Hoje não temos o piso salarial por responsabilidade exclusiva do governo do estado”, enfatiza Denise.

A expectativa é de nova Assembléia, ainda hoje, para discutir a retomada da greve na educação pública estadual.

Governo de Minas

Em nota enviada ao Estado de Minas nessa quinta-feira, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) informou que vai acompanhar a adesão ao movimento nas escolas estaduais.
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O órgão esclareceu também que tem mantido “um diálogo franco e aberto com representantes sindicais e que os canais continuarão abertos para que as reivindicações da categoria possam ser apresentadas e debatidas”.

Além disso, ressaltam que foi encaminhado orientações para todas as escolas estaduais, com as diretrizes sobre a reposição dos dias letivos e da carga horária, referentes às unidades escolares que aderiram ao movimento de greve, convocado pelo sindicato.

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