Cientista brasileiro Carlos Nobre é eleito integrante da Royal Society

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O pesquisador sênior do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP), Carlos Nobre, foi eleito integrante estrangeiro da Royal Society.

Segundo o anúncio da academia, mais de 60 cientistas de todo o mundo foram eleitos. Os 51 bolsistas e os 10 membros estrangeiros, juntamente com um bolsista honorário, foram selecionados por suas contribuições à ciência.

Antes dele, o único brasileiro a figurar na lista era o imperador Dom Pedro II, eleito em 1871, não como cientista, mas como membro da realeza.

Nobre é diretor científico do Instituto de Estudos Climáticos da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e diretor da Amazon Third Way Initiative/Projeto Amazônia 4.0.

O climatologista é um frequente crítico das políticas públicas para o meio ambiente do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele, por exemplo, já teve embates públicos com o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles.

Trabalho contra desmatamento

Nobre foi reconhecido pelo trabalho nas interações biosfera-atmosfera e os impactos climáticos do desmatamento da Amazônia e sua liderança em programas que moldaram a ciência brasileira.

Pesquisador da área ambiental há mais de 40 anos, Nobre formulou a hipótese de “savanização” da Amazônia, por causa do avanço rápido do desmatamento.

A Royal Society, instituição britânica fundada em 1660, é considerada das mais antigas e prestigiadas sociedades científicas do mundo.

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