Bolsonaro diz que jantar com presença de Moraes foi “institucional”

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse, nesta quinta-feira (23/6), que o jantar oferecido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), foi “institucional”. Realizado na noite de quarta-feira (22/6) na residência oficial da Câmara, Lago Sul, bairro nobre de Brasília, o jantar homenageava os 20 anos de atuação no Supremo Tribunal Federal (STF) do decano Gilmar Mendes.

A festa reuniu aliados e opositores de Bolsonaro e outros ministros do STF, como o arquirrival Alexandre de Moraes, com quem frequentemente tem desavenças em função de assuntos eleitorais.

“Ontem fui num jantar aqui. Um jantar, vamos dizer, institucional, convidado pelo Arthur Lira. Tava lá Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, um cara do PCdoB de SP, Lewandowski”, comentou Bolsonaro a um grupo de apoiadores na saída do Palácio da Alvorada.

Na sequência, ele ouviu simpatizantes ironizarem os convidados: “Só gente boa”, ao que respondeu: “Bem, cada um pensa o que quiser dessas pessoas ou de mim, não tem problema nenhum”.

Além de Bolsonaro, estiveram presentes o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), os deputados federais Aécio Neves (PSDB-MG), Renildo Calheiros (PCdoB-PE), Odair Cunha (PT-MG), Reginaldo Lopes (PT-MG), Orlando Silva (PCdoB-BA), Elmar Nascimento (União-BA) e Luciano Bivar (União Brasil-PE), os ministros do STF Ricardo Lewandovski, André Mendonça e Kassio Nunes Marques, o general Braga Netto, assessor especial e cotado para vice de Bolsonaro, o advogado-geral da União Bruno Bianco e o ministro da Justiça, Anderson Torres.

O presidente Bolsonaro deixou a casa do anfitrião Lira por volta das 22h35.

Veja imagens da festa:


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O evento aconteceu dois dias após outro jantar em homenagem a Gilmar Mendes, promovido pelo advogado do PSD, Sérgio Victor, e por outros advogados.

Festa em dia de prisão

A festa com a elite politica de Brasília também ocorreu no dia em que a Polícia Federal prendeu preventivamente o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, em ação divulgada pela coluna do Igor Gadelha, no Metrópoles.

Ribeiro foi preso no bojo da Operação Acesso Pago, que investiga esquema de corrupção envolvendo pastores evangélicos durante a gestão dele à frente do MEC.

A PF prendeu Ribeiro no início da manhã de quarta na casa dele, na cidade de Santos, no litoral paulista. Outras quatro pessoas, incluindo dois pastores, estão entre os detidos.

A prisão foi determinada pelo juiz federal Renato Borelli. No mandado, ao qual a coluna de Gadelha teve acesso, o magistrado elenca ao menos quatro crimes que teriam sido cometidos por Ribeiro: corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência.

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