Denúncia de manipulação de resultado no Brasileirão feminino

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Uma grande polêmica agitou neste início de semana o Campeonato Brasileiro de futebol feminino. O presidente do Santos, Andres Rueda, denunciou tentativa de suborno de um funcionário do clube a uma jogadora do Red Bull Bragantino. Segundo o cartola, a ideia era manipular o resultado do primeiro tempo da partida. 

O jogo, disputado no domingo (19/6), na Vila Belmiro, terminou empatado em 1 x 1. O placar no intervalo era de 1 x 0 para a equipe de Bragança Paulista. Esse profissional do Santos  – ainda segundo os seus acusadores – teria procurado um colaborador do Bragantino para fazer a ponte com uma das atletas do rival. A jogadora recusou a possibilidade imediatamente e avisou seus superiores. Os funcionários do Santos e Red Bull Bragantino foram demitidos.

O outro lado

O profissional acusado é Fabrício de Paula. O advogado dele, Higor Marcelo Maffei Bellini, encaminhou à coluna Futebol Etc a seguinte nota de esclarecimento: 

O preparador de goleiras Fabrício de Paula vem por meio de seu advogado, Higor Marcelo Maffei Bellini, esclarecer os seguintes pontos em razão dos pronunciamentos efetuados pelos presidentes de Santos Futebol Clube e Red Bull Bragantino por meio da imprensa, na data desta segunda-feira (20 de junho de 2022):

 A defesa do profissional assegura que o mesmo foi injustamente acusado de suborno, seja pela atleta ou seja pelos clubes, tendo sido, inclusive, demitido por Justa Causa sem mesmo que tivesse a chance de se defender e de se explicar ao empregador.

A defesa do sr. Fabrício, entretanto, reitera que o profissional não possui qualquer ligação com sites de apostas, jogos de azar ou coisas correlatas. Portanto, quaisquer insinuações nesse sentido são meras especulações, sem fundamento algum, que podem ter sido cogitadas, inclusive, possivelmente por um erro de interpretação – pois, de fato, Fabrício tentou contatar a atleta do time adversário em questão, mas por motivos completamente diferentes (que serão explicados detalhadamente nos tópicos a seguir).

O que houve é que, como é comum no meio do futebol, o sr. Fabrício foi ao hotel onde estava o Red Bull Bragantino para encontrar com um amigo que trabalhava naquela equipe. Nada incomum, afinal, para quem conhece os bastidores do futebol, é natural que membros de comissão-técnica rivais mantenham contato direto (como em qualquer outra profissão, ter amigos em empresas concorrentes).

Durante esta conversa do senhor Fabrício com este profissional do Red Bull Bragantino, foi falado que a goleira era uma ótima profissional e, apesar da campanha do time não ser das melhores, ele entendia que a atleta é uma profissional de alta qualidade e, portanto, tinha interesse de contatá-la para atura com ele, nada demais. Tendo sido inclusive pedido o contato do intermediário da atleta, para poder falar com ele.

Vale ressaltar e enfatizar ainda que a conversa em questão, aconteceu no salão do hotel, a vista de todos os presentes (fossem hospedes comuns do hotel ou ainda integrantes da equipe do Red Bull Bragantino). Então, desta forma, foi, sim, solicitado o contato da goleira, após uma conversa presencial, para terminar o diálogo.

A defesa do profissional ressalta que quando da apresentação das suas conversas via aplicativo de mensagem, em juízo, ficará comprovado que nada de anormal, existiu. E que ainda a mensagem foi mal interpretada, já que a atleta não entendeu que a intenção era a contratar como profissional.

Desta forma, quanto a este ‘dossiê’ enviado pelos próprios clubes envolvidos à CBF (Confederação Brasileira de Futebol), segundo o que foi veiculado, a defesa do sr. Fabrício tem total convicção de que a verdade será trazida à luz e tudo será esclarecido da melhor forma. Sendo provada a sua inocência no curso do processo a ser movido, pelo Senhor Fabricio.

Há de se esclarecer e rebater ainda que foi aventada uma hipótese de que o preparador de goleiros, durante a partida em questão (Santos 1×1 Bragantino), teria entregue um “envelope” à quarta árbitra da partida quarta árbitra, Adeli Mara Monteiro, na presença da juíza Marianna Nanni Batalha. 

De fato, foi entregue, mas era uma simples capa de chuva; portanto, não se sabe de onde foi tirada essa absurda associação ao lamentável episódio de acusação de suborno. A defesa ressaltada ainda que, na própria súmula da partida (documento oficial da CBF), não há relato de nenhuma ocorrência em especial.

Entretanto, para aqueles que veem o sr. Fabrício entregando a capa de chuva durante a partida após terem lido seu nome em matérias associado (mesmo que injustamente), automaticamente associam o trecho do vídeo a um suposto episódio de má fé; o que, definitivamente, não houve e as imagens falam por si só. Motivando assim os processos judiais a serem apresentados.

Tanto a defesa do sr. Fabrício como o próprio profissional lamentam a forma com que as agremiações conduziram a situação, de forma precipitada e leviana, sem mesmo ouvir o lado do preparador de goleiras, o que culminou em uma demissão por Justa Causa, trazendo prejuízos ao profissional, principalmente à sua imagem, agora maculada e que certamente o prejudicarão no mercado do futebol. 

Por isso, serão tomadas todas as medias judiciais, sejam as trabalhistas, civis e criminais contra todos os envolvidos que ofenderam a honra e a moral do sr. Fabrício, visando reparar os danos causados.

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