Carta em defesa da democracia ultrapassa 460 mil assinaturas

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O manifesto “Em Defesa da Democracia e da Justiça”, organizado por juristas e pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (FDUSP), ultrapassou nesta sexta-feira (29/7) a marca de 460 mil assinaturas, de acordo com os organizadores.

Somente dessa quinta-feira (28/7) para esta sexta-feira (29/7), foram 160 mil novos assinantes, totalizando 464.929 adesões até momentos antes das 18h. Entre as assinaturas, estão as de centrais sindicais, representantes do mercado e de ex-membros dos governos FHC, Lula, Dilma e Temer.

No empresariado, entre os assinantes estão Luiza Trajano (Magazine Luiza), Fábio Barbosa (Natura), Pedro Moreira Salles (Itaú Unibanco), Eduardo Vassimon (Votorantim) e Walter Schalka (Suzano Papel e Celulose).

Divulgado na terça-feira (26/7), o documento “Carta aos Brasileiros e Brasileiras em Defesa do Estado Democrático de Direito” foi elaborado com o intuito de defender a democracia e as urnas eletrônicas, constantemente atacadas pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).

Sem citar nomes, o documento afirma que o Brasil “está passando por um momento de imenso perigo para a normalidade democrática, risco às instituições da República e insinuações de desacato ao resultado das eleições”.

O documento ganhou 100 mil assinaturas somente nas primeiras 24 horas de publicação, e sofreu centenas de tentativas de ataques hackers.

A assessoria de comunicação da FDUSP informou ao Metrópoles que as tentativas de ataque têm sido constantes. A equipe do projeto atua para impedir a invasão da página.

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Bolsonaro ironiza

Após críticas à carta, o presidente Bolsonaro usou as redes sociais, na noite dessa quinta-feira (28/7), para ironizar o documento. No Twitter, o chefe do Executivo nacional decidiu publicar o próprio manifesto.

Em três linhas, o mandatário do país resumiu o que também intitulou de “carta de manifesto em favor da democracia”.


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“Por meio desta, manifesto que sou a favor da democracia. Assinado: Jair Messias Bolsonaro, presidente da República Federativa do Brasil”, escreveu na página oficial do Twitter.

Poucas horas antes de publicar o próprio manifesto, Bolsonaro já havia criticado o documento, durante a live semanal. Na ocasião, o titular do Planalto afirmou que a carta em defesa da democracia é “uma nota política em ano eleitoral“, que tem como objetivo “politizar o momento”.

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