Doze ex-ministros do STF assinam Carta em Defesa da Democracia

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Três dias após ser lançado, o manifesto “Em Defesa da Democracia e da Justiça”, organizado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (FDUSP), reúne assinaturas de personalidades, cidadãos, políticos e nomes consolidados na área do direito. Além de alcançar 423 mil assinaturas nesta sexta-feira (29/7), o documento já conta com o endosso de 12 ex-ministros da mais alta Corte do país.

Entre os que assinaram estão a ex-ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Ellen Gracie e os ex-ministros Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto, Carlos Velloso, Celso de Mello, Cezar Peluso, Eros Grau, Marco Aurélio Mello, Sepúlveda Pertence e Sydney Sanches.

O manifesto em defesa da democracia e do processo eleitoral conta ainda com assinatura de centrais sindicais, representantes do mercado e de ex-membros dos governos FHC, Lula, Dilma e Temer.

Divulgada nessa terça-feira (26/7), a Carta aos Brasileiros e Brasileiras em Defesa do Estado Democrático de Direito foi elaborada com o intuito de defender a democracia e as urnas eletrônicas, constantemente atacadas pelo presidente Jair Bolsonaro (PL)

A carta diz que recentes “ataques infundados e desacompanhados de provas questionam a lisura do processo eleitoral e o Estado Democrático de Direito tão duramente conquistado pela sociedade brasileira”. No entanto, o documento não cita nomes.

Resposta de Bolsonaro

Após críticas à Carta, o presidente Jair Bolsonaro (PL) usou as redes sociais, nessa quinta-feira (28/7), para ironizar o documento. No Twitter, o chefe do Executivo nacional decidiu publicar o próprio manifesto.

Em três linhas, o mandatário do país resumiu o que também intitulou de “carta de manifesto em favor da democracia”.

“Por meio desta, manifesto que sou a favor da democracia. Assinado: Jair Messias Bolsonaro, presidente da República Federativa do Brasil”, escreveu na página oficial do Twitter.

Ataques hackers

A assessoria de comunicação da Faculdade de Direito da USP informou que, desde a publicação da carta, a página que hospeda o documento sofreu 2.340 tentativas de ataques hacker.

Segundo a instituição informou ao Metrópoles, as investidas têm sido constantes. A equipe do projeto atua para impedir a invasão da página.

Os organizadores do manifesto consideram o momento atual, marcado por ataques à democracia, ao Supremo Tribunal Federal e ao processo eleitoral, um período perigoso. Contudo, o documento não cita nomes.

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