Republicanos repudia agressão de Arruda contra Gilvan Máximo: “Respeito é condição”

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A confusão provocada por José Roberto Arruda durante a convenção que selou a aliança entre o MDB, o PL e o PP, neste domingo (31/7), irritou o Republicanos. Na ocasião, o ex-governador do Distrito Federal provocou, xingou e desferiu um tapa em Gilvan Máximo, ex-secretário de Ciência e Tecnologia, candidato a deputado federal e filiado ao partido. Em nota enviada à coluna, a legenda que abriga nomes como o da ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos Damares Alves repudiou os atos de Arruda.

“O partido Republicanos no Distrito Federal, em consonância com os princípios democráticos, repudia as agressões verbais e a tentativa de agressão física promovidas pelo pré-candidato a deputado federal pelo PL, José Roberto Arruda, contra o pré-candidato a deputado federal pelo Republicanos, Gilvan Máximo. O respeito é condição indispensável para manter a harmonia no processo eleitoral e em todos os momentos da vida. Gilvan Máximo é um homem público sério e íntegro, por isso pode subir em qualquer palanque pela sua história honrada”.

Durante o evento que oficializou o nome do governador Ibaneis Rocha (MDB) à reeleição ao Palácio do Buriti, Arruda se aproximou de Gilvan Máximo e soprou-lhe um monte de impropérios, entre os quais, chamou o fiel escudeiro de Ibaneis de “vagabundo”.

Veja as fotos do momento:


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Além disso, ele questionou a presença do ex-secretário na convenção: “Você não tinha que estar aqui, seu vagabundo”. Depois dos xingamentos, Arruda desferiu um tapa em direção ao rosto de Gilvan, que tentou se esquivar da agressão. O tapa pegou de raspão.

Gilvan, então, tentou revidar, mas logo uma turma que estava ao redor percebeu a confusão e separou a briga. Flávia, mulher de Arruda, foi uma das que interveio para evitar o pior.

Arruda perde o controle e parte para dar um tapa na cara de Gilvan Máximo

O que diz Arruda

À coluna, Arruda disse, num primeiro momento, que não havia ocorrido “absolutamente nada de anormal” durante a convenção. No entanto, logo depois, afirmou que Gilvan Máximo “tentou uma aproximação em circunstâncias meramente desagradáveis” com Flávia Arruda.

“Eventuais posturas inadequadas desse cidadão no tumulto de um espaço muito reduzido não merecem, da minha parte, nenhum comentário. Infelizmente, o machismo estrutural ainda está muito presente entre nós”, disse Arruda, sem entrar em detalhes sobre os motivos que resultaram na confusão.

Ele também questionou a presença de Gilvan Máximo no evento. “Não sei o que esse sujeito estava fazendo lá, porque me parece que o Republicanos não fazia parte da convenção”.

Mais cedo, Gilvan Máximo disse à reportagem que foi provocado gratuitamente por Arruda, que, segundo ele, teria se irritado com sua presença no evento, já que os dois disputam a mesma base eleitoral na condição de candidatos à Câmara dos Deputados.

Candidata a vice na chapa de Ibaneis, Celina Leão percebeu a confusão e antecipou a fala de Arruda para tirá-lo de perto de Gilvan.

No caso de Arruda, a suposta candidatura à Câmara dos Deputados está pendurada numa liminar concedida pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins.

A confirmação se ele poderá de fato se candidatar ainda depende do crivo do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidirá, no próximo dia 3 de agosto, sobre retroatividade da nova Lei de Improbidade.

Arruda foi condenado, em dois processos, por improbidade administrativa. Por conta dessas condenações, ele tornou-se inelegível. Mas, recentemente, uma liminar do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, devolveu os direitos políticos a Arruda, pelo menos por enquanto.

Destempero

Não é a primeira vez que Arruda perde a estribeira ao participar de eventos políticos nesta campanha eleitoral.

Há alguns dias, mandou o presidente interino do Sindicato dos Taxistas, Mark Wemerson Souza, “tomar banho” após o sindicalista dizer que apoiaria Gilvan Máximo para a Câmara dos Deputados.

Para conter o climão, Flávia Arruda tirou o microfone das mãos de Arruda e dispersou a reunião. “Vamos tomar um café. Ele fica muito nervoso”.

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