STJD recusa pedido do Athletico-PR por punições mais duras a Flamengo

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A notícia de infração do Athletico-PR que pedia punições mais duras para Gabigol e Arrascaeta, em razão dos lances das quartas de final da Copa do Brasil, foi arquivado após decisão da Procuradoria da Justiça Desportiva nesta sexta-feira. Na avaliação do órgão, os cartões amarelos recebidos pelos dois jogadores não permitem afirmar “que o lance tenha escapado da arbitragem”.

O Athletico considera que o árbitro Luiz Flávio de Oliveira, atualmente afastado pela CBF por causa da atuação na partida em questão, foi condescendente. O clube reclama de um chute dado por Gabigol em Fernandinho e de um carrinho por trás de Arrascaeta em Erick. “É para expulsar 30 dias seguidos! Não quebrou o pé do Erick por milagre”, comentou o técnico Felipão depois da partida.

Para fazer a denúncia, o departamento jurídico athleticano se baseou no artigo 58-B do Código Brasileiros de Justiça Desportiva, que trata de “denúncias baseadas em prova de vídeo por notório equívoco da aplicação da decisão do árbitro”. A intenção era enquadrar o lance de Gabigol no artigo 254-A, por agressão, e o de Arrascaeta no artigo 254, por praticar jogada violenta.

“Também nestes autos não está presente nenhuma das hipóteses autorizadoras elencadas no Parágrafo Único do Art. 58-B do CBJD, eis que ainda que discutível a gravidade das infrações, não há dúvida de que não escaparam da atenção da equipe de arbitragem e nem se tratam de caso de notório equívoco na aplicação das decisões disciplinares. Neste sentido, o pleito merece ser indeferido e consequentemente arquivada a presente Notícia de Infração”, respondeu a Procuradoria.

Reclamações do Flamengo e afastamento de árbitros

A atuação não gerou indignação apenas do Athletico. O Flamengo reclama de um suposto pênalti de Fernandinho sobre Léo Pereira, e da expulsão de David Luiz já no fim da partida. Na súmula, o juiz justificou o cartão vermelho porque o zagueiro fez “um movimento de tapa no ar com a palma da mão aberta, em minha direção”, além de ofendê-lo.

Depois de toda a polêmica, a CBF anunciou que incluiu os árbitros Luiz Flávio de Oliveira e Wagner Reway, responsável pelo VAR no jogo de quarta-feira, no Programa de Assistência ao Desempenho do Árbitro (PADA) – o que, na prática, significa que eles ficarão afastados de jogos do Brasileirão e da Copa do Brasil por tempo indeterminado.

STJD adia processo de manipulação

Também nesta sexta-feira, a Sexta Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol adiou o processo de manipulação de resultados envolvendo Santos e Bragantino. A auditora Flávia Zanini pediu o adiamento para que os dois clubes comprovem com documentos que todos os denunciados foram comunicados sobre a intimação, já que alguns deles não foram contatados.

O Bragantino informou que tentou contato com Anastácio Rio e Laudice de Oliveira Ramos, ambos desligados do clube em junho, mas não teve sucesso. O clube também pediu que a goleira Karol, que sofreu a tentativa de suborno, fosse ouvida em videoconferência para evitar contatos com os denunciados e outros tipos de constrangimento. Fabrício de Paula, ex-preparador de goleiras do Santos, foi o único que compareceu, de forma virtual.

O caso se tornou público após o presidente santista Andres Rueda anunciar em entrevista coletiva que um funcionário do clube tentou subornar uma jogadora do Bragantino em partida entre os dois clubes. Após a divulgação, o time do interior divulgou uma nota confirmando a tentativa de suborno, enquanto a CBF pediu ao STJD a abertura de inquérito para investigar a denúncia.

A goleira Karolainy Caline Alves, do Bragantino, foi abordada quando estava indo se alimentar com sua equipe, no hotel em que se encontrava hospedada. Fabrício teria oferecido dinheiro para a oponente sofrer gols A atleta recusou propostas de R$ 5 mil e, depois, de R$ 10 mil. O objetivo do preparador era se beneficiar e ter lucro em um esquema envolvendo apostas esportivas. Diante das negativas, ele revelou que Anastácio e Laudice receberiam, cada um, R$ 5 mil, novamente sem sucesso.

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